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Cotas RACIAIS. Qual sua opinião?
Autor: Filosofo Superficial | Categoria: Laicismo, Política e Economia | Exibições: 84872 Comentários: 1739
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Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 16:46:14

Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 16:24:24

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 16:22:55

Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 16:12:07

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 14:53:30

Já tinha dito pro Geo que a proporção está boa em número de funcionários. Quanto à porcentagem que os negros recebem em relação aos brancos, não vou ser indelicado com ele. Não pergunto!


Para o mesmo cargo, cada um recebe exatamente igual aos dos seus colegas "brancos".

Nunca fiz, não faço e jamais farei distinção salarial por parâmetros como idade, etnia, sexo, opção sexual, religião ou qualquer outro que não seja fundamentado na experiência, no conhecimento teórico (formação) e no potencial de retorno.


E eu não tinha nenhuma dúvida disso.

Agradeço.

Ficaria profundamente chateado com que pensasse o contrário.

Só joguei a ideia que devemos pensar em valores em termos de comparação e não só o número absoluto de empregados.

Como já escrevi, jamais compactuaria com uma distinção de cargo e ou salário por causa de parâmetros que não sejam relacionados ao desempenho profissional.
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Data da postagem: 22/02/2016, 13:03
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Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 17:03:51

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 16:46:14

Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 16:24:24

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 16:22:55

Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 16:12:07

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 14:53:30

Já tinha dito pro Geo que a proporção está boa em número de funcionários. Quanto à porcentagem que os negros recebem em relação aos brancos, não vou ser indelicado com ele. Não pergunto!


Para o mesmo cargo, cada um recebe exatamente igual aos dos seus colegas "brancos".

Nunca fiz, não faço e jamais farei distinção salarial por parâmetros como idade, etnia, sexo, opção sexual, religião ou qualquer outro que não seja fundamentado na experiência, no conhecimento teórico (formação) e no potencial de retorno.


E eu não tinha nenhuma dúvida disso.

Agradeço.

Ficaria profundamente chateado com que pensasse o contrário.

Só joguei a ideia que devemos pensar em valores em termos de comparação e não só o número absoluto de empregados.

Como já escrevi, jamais compactuaria com uma distinção de cargo e ou salário por causa de parâmetros que não sejam relacionados ao desempenho profissional.

Sim.
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Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 14:09:20

Citação de: DDV em 22 de Fevereiro de 2016, 14:01:53

Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 09:23:44

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:50:31

Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Na verdade, a entrada na faculdade é um dos poucos cenários que se pode dizer serem certos de não serem afetados por discriminação racial, isso é, excluindo as cotas racialmente discriminatórias.


Isso se você ignorar que os negros estão entre os mais pobres e são preteridos na hora da contratação. Se você esquecer disso, aí sim.


Parem de escrever besteiras e achar que todos os 'cisnes são brancos'.

Na minha empresa tem 4 negros em 16 funcionários, ou seja, nem todos os "cisnes são brancos".

25% de negros entre os funcionários. Qual a percentagem de negros na população geral aí mesmo?

20% de negros e pardos.

Então o Geotecton é racista contra brancos, índios e amarelos? Tsc, tsc, tsc

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 10:52:07

A pobreza bate mais forte no negro do que no branco! Mas isso você já sabe, né?


Na verdade é mais a "pobreza de classe média/média-baixa/baixa-média" que bate mais forte no negro do que no branco. Nos níveis mais baixos de pobreza (medidos pelos novos critérios de cota, por renda familiar per capita) é praticamente igual, no que concerne à correlação de pobreza e desempenho no vestibular.

Citação de: Johnny Cash em 22 de Fevereiro de 2016, 11:01:23

Deixa eu ajudar, pra frisar bastante o melhor ponto de vocês pra delinear o problema: A grande treta é que na proporção dentro das cores de pele, a pobreza está muito mais presente de acordo com o quanto se escurece a pele, e disso todos sabem.


Ou todos "pensam que sabem", mas ao menos segundo dados oficiais, negros já apareceram figurando melhor que pardos em anos recentes, em indicadores sócio-econômicos.

Queria encontrar notícias falando desses números, está difícil. Acho que foi algo que teve algum alarde em alguns setores de mais "de direita", tipo Veja e alguns blogueiros, mas não consigo achar, geralmente "pretos e pardos" são agregados, não discriminados.

De qualquer forma o efeito talvez se deva a também menor discriminação nas pessoas mestiçs mais claras se declararem negras. Se os critérios são como o desse "gráfico" acho que a presença de "negros" nas faculdades já deve ter sido sempre não muito pequena, na linha do que argumentavam há algumas páginas, ou noutro tópico, com base numa foto de formandos, e então que eu questionei:



Mas se esses são "negros", então é mesmo bem capaz que uns 40% daqueles formandos também fossem.

E volto a questão, sobre se o cara denunciado pelo Juca como fraudador seria necessariamente mesmo, e se "o Ziraldo" poderia se considerar negro.
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Data da postagem: 22/02/2016, 16:22
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Citação de: Buckaroo Banzai em 22 de Fevereiro de 2016, 20:22:15

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 14:09:20

Citação de: DDV em 22 de Fevereiro de 2016, 14:01:53

Citação de: Geotecton em 22 de Fevereiro de 2016, 09:23:44

Citação de: Pasteur em 22 de Fevereiro de 2016, 08:50:31

Citação de: Buckaroo Banzai em 21 de Fevereiro de 2016, 20:52:31

Na verdade, a entrada na faculdade é um dos poucos cenários que se pode dizer serem certos de não serem afetados por discriminação racial, isso é, excluindo as cotas racialmente discriminatórias.


Isso se você ignorar que os negros estão entre os mais pobres e são preteridos na hora da contratação. Se você esquecer disso, aí sim.


Parem de escrever besteiras e achar que todos os 'cisnes são brancos'.

Na minha empresa tem 4 negros em 16 funcionários, ou seja, nem todos os "cisnes são brancos".

25% de negros entre os funcionários. Qual a percentagem de negros na população geral aí mesmo?

20% de negros e pardos.

Então o Geotecton é racista contra brancos, índios e amarelos? Tsc, tsc, tsc

Não, porque essa amostra não é estatisticamente significante. E mesmo que fosse não sabemos a proporção entre os candidatos que se apresentaram ao Geo.
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E é representativa a quantidade de negros com igual capacitação profissional a brancos? Por que geralmente o que se coloca como evidência de discriminação em contratações são só as disparidades de salário.

Citação de: Huxley em 20 de Novembro de 2006, 22:48:43

Rendimento médio real habitualmente recebido no trabalho principal segundo a cor ou raça e anos de estudo:


Quanto aos dados do IBGE, acredito que eles ainda não são conclusivos.Vejamos.Se a escolaridade "entre 8 e 10 anos" do negro é de 8 anos e a do branco é de 10 anos, 2 anos de diferença de escolaridade e considerando que cada ano de escolaridade representa uma diferença de 9% no rendimento (vejam esse trabalho acadêmico: http://www.dnabrasil.org.br/site/publique/media/agenda_perdida.pdf ) ,então negros podem ter rendimentos de 82% dos brancos, sem que isso signifique racismo.Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo podem está dando tratamento salarial aproximadamente igual as etnias, apesar que em Recife e Salvador existir uma probabilidade significativa de está havendo racismo.Se racismo estiver existindo, acho que o governo deveria estudar tomar medidas punitivas a empresas que impõe essa discrepância.


Citação de: Donatello van Dijck em 03 de Janeiro de 2007, 18:23:13

Realmente estas pesquisas de modo geral não conseguem dizer quase nada tamanhas são as variáveis a serem analizadas. As matérias jornalísticas baseadas nelas dizem menos ainda (estou tacando pedra no meu próprio telhado, vai goteirar em casa ) : o despreparo de nossos jornalistas; a pressão das redações pelo vômito de matérias pra ontem que deveriam ser pelo menos para o mês que vem; a superpopulação de estagiários (Ó NÓIS AÊ) nas redações; o acúmulo de tarefas nas mãos de um pobre repórter … Então os estudos que já não são muito conclusivos caem na mão da imprensa, são mal interpretados e acabam como ótima matéria-prima à desinformação.

A idéia que a matéria tenta passar ( e faz o mesmo, ao meu ver de maneira tão equivocada quanto, em relação às mulheres) é de que por motivos racistas, ou sexistas, o patronato decide pagar menos aos negros e mulheres do que paga aos brancos e homens. Muitos dos argumentos apresetados acima ajudam a desmitificar esta tese. Uma delas é que os negros nos concentramos nos subúrbios enquanto os brancos se concentram nas regiões mais abastadas (e que pagam melhor). Isso ajuda a explicar por quê a balconista de padaria do Leblon (que tem mais chances de ser branca) ganhar o dobro do que a balconista de padaria de Ricardo de Albuquerque (mais provavelmente negra)

A memória ao fato de que muitos negros se declaram mais claros do que são e sobre a incidência deste fenômeno ser mais intensamente observada quanto maior for a classe social do tal negro ou pardo é outro critério.

Por outro lado existem sim empresas ( e não são poucas) que usam o critério racial como item relevante (e, em muitos casos, condicionante) para a contratação. Basta dar uma passadinha em um grande shopping qualquer, mesmo no subúrbio, para perceber que não há dados de escolaridade que justifiquem tal supremacia branca em cargos que exigem quando muito o ensino médio completo e a capacidade de ler etiquetas e fazer contas de dois + cinco - sete. É também facilmente observado em uma passagem por qualquer bairro comercial que quanto maior for o perfil sócio-econômico do cliente médio da tal loja mais escassa a exposição de negros entre os prestativos vendedores. Isso me parece sim, uma indicação de que há critérios racistas na seleção de pessoal, o que não valida a tese implicita na matéria de que há critérios racistas na definição de salários em uma mesma empresa para uma mesma função, que é o que o jornal acaba " dizendo" ao leitor, mesmo que não com essas letras.

Eu acho que não estamos nem tanto ao inferno nem tanto ao céu. Para mim o desastre racial brasileiro é muito menosoriginado pela escravidão por si própria ou por um racismo ativo e muito mais pela forma como a servidão foi extinta. Se os mesmos negros que eram escravos em 1888 tivessem sido contratados imediatamente após a "abolição" em seus mesmos empregos, porém assalariadamente; se tivessem sido imediatamente colocados nas mesmas escolas com os mesmos professores que os meninos brancos, o estado das coisas teria sido bem diferente. Mas talvez Dona Izabel premeditasse que mandando os negros pastarem e substituindo sua força de trabalho por brancos remunerados estes negros, perdidos no mundo sem qualquer meio de subsistência, sem qualquer possibilidades de empregarem-se, sem meios de conseguir seu sustento por quaquer forma fossem ser banidos de uma vez por todas. O fomento à emigração européia visava (ao meu ver de maneira intencional) , a priori, impedir a mistura das castas e , a posteriori, levar ao banimento da casta inferior.

Não foi bem assim que as coisas rolaram e sabe-se lá como chegamos até aqui. Agora está aí, este quadro tão complexo que é difícil de ser transformado em um texto compreensível, tamanhas as nuances, tão numerosos os pequenos detalhes que o compõem. Com toda a certeza a pesquisa lá em cima não explica bem o que acontece em relação a questão racial brasuca, com certeza eu também não consegui, mas daí a dizer que não há uma questão racial a ser discutida… Vá se >>>>> Ali Khamel.


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Melhor um sistema imperfeito na hora de definir quem é branco e quem não é, do que um que permita a segregação quase que total.

Martin Luther King sonhava com um ambiente sem segregação, mas não é isso que vemos na faculdade de medicina da USP por exemplo.
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Citação de: Pasteur em 26 de Fevereiro de 2016, 10:26:17

Melhor um sistema com imperfeito na hora de definir quem é branco e quem não é, do que um que permita a segregação quase que total.

Martin Luther King sonhava com um ambiente sem segregação, mas não é isso que vemos na faculdade de medicina da USP por exemplo.


A USP também tem amarelos demais.
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Citação de: Pasteur em 26 de Fevereiro de 2016, 10:26:17

Melhor um sistema com imperfeito na hora de definir quem é branco e quem não é, do que um que permita a segregação quase que total.

Martin Luther King sonhava com um ambiente sem segregação, mas não é isso que vemos na faculdade de medicina da USP por exemplo.


O problema não está na faculdade. Ninguém está barrando negros. O problema vem de antes.
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O Pasteur é um dos que aqui antes defendeu que negros é que sabem e podem falar sobre racismo?
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