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Geologia - Refutação, em bases geológicas, de textos criacionistas
Autor: Geotecton | Categoria: Origens e Evolução | Exibições: 103467 Comentários: 524
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Citação de: Sodré em 08 de Novembro de 2012, 18:47:15

um mundo mergulhado em fumaça sem luz criando geleiras instantaneas capazes de sepultar paquidermes com alimentos de clima tropical NO POLO NORTE..depois geleiras se desabando e fazendo flutuar boulders que se formaram como brocas erodindo tudo que vem pela frente


Tudo o que Vossa Senhoria escreve sobre Geologia varia entre o nonsense e a desinformação proposital, demonstrando uma grave falta de ética e isto ficou evidente desde que eu fiz a primeira análise de um excerto seu.

Nesta postagem eu demonstrei que os textos e as imagens não tem relação entre eles e nem com a sua “hipótese”.

Citação de: Geotecton em 29 de Abril de 2010, 23:52:45

[...]
Como primeira observação eu vou lhe recomendar que, ao postar um mapa geológico, faça-o acompanhado de legendas e nota explicativa. E que também o mapa (a figura, o diagrama, o esquema, o desenho) tenha relação com o tema. Caros foristas, vejam um exemplo deste absurdo retirado do link supramencionado.

Citação de: Sodré em 29 de Abril de 2010, 09:48:54

O fanerozoico com tantos impactos meteoriticos gerando ...LPIs, ondas/marés gigantes repletas de rochas incandescentes incendiando e erodindo, transportsando, sedimentando pacotes unicos, extensões imensas de um mesmo tipo, padrões globais, conteudo gigantesco fossil (sem contar os depredados pelas pedreiras) , planos -paralelos, arvores aloctones e autoctones polistratos, desgraça sobre desgraça..deposições eólicas em pacotes imensos...por segregação espontanea...enfim, uma infinidade de justificativas se não bastasse o simples FATO da difenrença entre camadas atuais e as preteritas até antes da explosão de morte cambriana...enfim, tudo isso, economicamente falando, relacionalmente falando porque uma peça precisa da outra, precisaria de pouquissimo tempo para se formar (erodir/transportar/sedimentar)



Fig.6. Experimental setup for research of erosion of cohesive soils in hydraulic laboratory of Vedeneev All-Russian Research Institute of Hydraulic Engineering Inc.
http://www.igem.ru/igcp514/reports/report2007/report2007.htm





A propria explosão cambriana bem como as FASES do fanerozoico exigem ALTAS TAXAS DE SEDIMENTAÇÃO (das diversas analisadas por SADLER) , logo, levaram pouquissimo tempo para sedimentar...e material erodido pra isso em face das erosões imensas causadas para poder gerar todo aquele cenario fossilífero não faltaram , nem força para transporte, quando conectamos impactos meteoriticos a época do fanerozoico as possibilidades de não ter existido sedimentação com altas taxas são nlas.

O tira-teima é o proprio cenario fossilífero DIFERENCIADOR das camadas atuais pelas quais se olha, ou melhor, se negligencia , para interpretar as pretéritas fanerozoicas camadas tão diferentes, e as pre-cambrianas tambem.

A datação radiométrica não se harmoniza com taxas de sedimentação..Fanerozoico tem 95% dos seres vivos extintos. ...é desgraça subta e repentina que aconteceu no fanerozoico até o fim do terciário, NADA MAIS QUE DESGRAÇA E MORTE, isso implica em altas taxas que implica em PEQUENO PERIODO FORMADOR DAQUELAS CAMADAS, e teria que ser mesmo, caso contrario não se preservaria tanto e com tão bom estado de preservação (uma bom percentual).


A primeira figura, é uma foto de um laboratório russo em que se pesquisa a erosão em solos compactos e nada tem a ver com taxas de sedimentação ao longo do Fanerozóico.

A segunda figura é um mapa geológico que não traz nenhuma informação a não ser uma legenda (em japonês?) de alguns pontos, e que ainda assim não tem nenhuma relação com o seu texto sobre sua "sedimentação fanerozóica meteoro-cataclísmica" (sic).

Por fim, a terceira figura, que é totalmente desconexa com as demais, apresenta um esquema de mineralização pelo deslocamento de fluídos em arenitos formados em canais anastomosados sob condições de oxidação intercamadas. Não há nenhuma menção sobre "sedimentação fanerozóica".

Enfim, são ilustrações que não tem qualquer tipo de relação com os textos infra e supra apresentados, indicando claramente que foram retiradas de seu contexto original e postas ali apenas para "impressionar" leigos.
[...]


Nos dois textos que seguem eu demonstrei que Vossa Senhoria adulterou um texto científico de maneira anti-ética. Eis o primeiro:

Citação de: Geotecton em 17 de Maio de 2010, 01:21:06

Em duas postagens anteriores (nesta e nesta) foi feita a análise de um trecho dos textos contidos no link indicado pelo forista Sodré .

Agora segue a análise de mais um excerto do mesmo link, no qual há a menção dos resultados de uma tese de doutorado intitulado "Inundações Catastróficas e sua relação com os Depósitos de Carvão da Bacia do Paraná", que versa sobre sedimentação e gênese de depósitos de carvão no Rio Grande do Sul, de autoria da geóloga Romana Begossi, do ano de 2005.

No início do link é apresentado o “Resumo” da tese supracitada, onde a autora faz uma reavaliação dos processos sedimentares que formam o carvão do sul do Brasil e, supostamente, sugere que o uniformitarismo deve ser abandonado em prol de um neo-catastrofismo, devido a novos conceitos filosóficos.

Na parte final do link indicado pelo forista Sodré, é apresentado um artigo em inglês sobre os resultados da mesma tese intitulado "Catastrophic floods as a possible cause of organic matter accumulation giving rise to coal, Paraná Basin, Brazil", no qual se afirma no texto do Abstract que parte do carvão brasileiro foi depositado sob inundações rápidas e intensas. Curiosamente não se observa nenhuma menção às palavras uniformitarismo e neo-catastrofismo, bem como não é feita nenhuma referência a uma megainundação.

A seguir são apresentados o "Resumo" da tese, o Abstract do artigo em inglês e o Abstract traduzido do artigo em inglês.

Resumo da tese de doutorado da geóloga Romana Begossi intitulado "Inundações Catastróficas e sua relação com os Depósitos de Carvão da Bacia do Paraná", na versão do forista Sodré

Citação de: Sodré em 29 de Abril de 2010, 09:48:54

O carvão no sul do Brasil tem um alto teor de cinzas, podendo ser melhor denominado siltito carbonoso. Surpreendentemente, a estratificação cruzada hummocky (HCS) foi encontrada em diversas camadas de carvão da Formação Rio Bonito. Apesar da ocorrência de HCS em ambientes marinho-rasos indicar uma gênese atribuída à ação de tempestades, outras causas, como inundações catastróficas, têm sido sugeridas recentemente.

No caso dos depósitos brasileiros de carvão, a presença de sedimentação deltaica foi reconhecida por diversos autores. A freqüência e íntima relação de fácies encontrada nas ocorrências de carvão na Bacia do Paraná, envolvendo rochas geradas por fluxos gravitacionais subaquosos e, por outro lado, o característico carvão encontrado, requerem a proposição de um novo modelo deposicional e um rearranjo estratigráfico nas unidades atualmente definidas.

Mudanças atuais na percepção dos eventos geológicos, a partir de novos conceitos filosóficos, conduzem à interpretação da sedimentação como resultado de eventos rápidos e de grande energia refletindo um pensamento neo-catastrofista que substitui o tradicional gradualismo. Essa visão, aplicada aos depósitos brasileiros de carvão, leva à proposição de um modelo deposicional não uniformitarista, que aceita a teoria da formação de depósitos de carvão a partir de matéria vegetal alóctone, transportada por eventos de alta energia, nesse caso, inundações catastróficas.


Abstract do artigo da geóloga Romana Begossi intitulado "Catastrophic floods as a possible cause of organic matter accumulation giving rise to coal, Paraná Basin, Brazil", sem modificações do forista Sodré

Citação de: Sodré em 29 de Abril de 2010, 09:48:54

Gondwana coals of the Rio Bonito Formation (Parana´ Basin) in Southern Brazil have generally large ash yields, so they could be better called coaly siltstones than coal. In addition, hummocky cross stratification (HCS) was found in several coal beds of the Rio Bonito Formation throughout the basin.

In this formation, the frequent and close relationship between facies involving rocks generated by subaqueous gravity flows (diamictites) and coal itself provides an excellent depositional model based on resedimentary processes acting during deposition, as well as a stratigraphic rearrangement of the present units.

In the State of Rio Grande do Sul (southern part of Paraná Basin), coals are actually prodelta deposits related to delta-front diamictite and conglomeratic sandstone with sigmoidal bedding. Coal-forming organic sediments would come from trees plucked by the floods, as indicated by the wood logs floating in the diamictite, and reworking of previous peat accumulations.

Every coal layer is covered generally by paleosoil siltstones, which represent colonization at the top of the catastrophic flood deposit, ending a sedimentary cycle. In case of Brazilian coal settings, several authors recognized deltas (fan deltas or braid deltas). Here is particularly considered the general environment as a salted interior sea (lago mare, Hsu¨ et al. sense).

The present study will refer to three important lithostratigraphic units in the Carboniferous-Early Triassic cycle: the Itarare´ Group, the Rio Bonito Formation, and the Palermo Formation. Although the preferential mode of occurrence of HCS in shallow marine environments indicates a genesis attributed to storm action, other causes, such as catastrophic flooding, have been advanced. Mutti et al. [Mem. Sci. Geol. 48 (1996) 233] described flood-dominated deltaic systems with thick conglomerate, sandstone, and pelitic deposits, derived from small- to medium-scale fluvial systems and mountain-bordered drainage basins adjacent to the sea.

In such settings, seaward sediment flow can increase dramatically when weather conditions can supply water in such amounts to produce catastrophic floods. Thick and laterally extensive sandstone lobes with HCS are the fundamental depositional elements of fan deltas and other river-dominated delta systems.

Diamictites and coal together could be a result from Jo¨kullhlaups-an Icelandic term for glacial outburst flood-in case of catastrophic floods coming from a melting mountain glacier, similar to the Columbia River Valley Scablands (15,000 BP) and in modern Iceland examples.


Abstract do artigo da geóloga Romana Begossi intitulado "Catastrophic floods as a possible cause of organic matter accumulation giving rise to coal, Paraná Basin, Brazil" e transcrito para o português pelo autor deste ensaio

Citação de: Sodré em 29 de Abril de 2010, 09:48:54

Os carvões gondwanicos da Formação Rio Bonito (Bacia do Paraná) no sul do Brasil tem geralmente amplas porções de cinzas, e deste modo seria melhor denominá-los de rochas siltosas carbonosas, ao invés de carvões. Além disto, estratificações cruzadas hummocky (HCS) foram encontradas em muitas camadas de carvão na Formação Rio Bonito por toda a bacia.

Nesta formação, a frequente e íntima relação entre fácies envolvendo rochas formadas por fluxos gravitacionais subaquáticos (diamictitos) e o próprio carvão preve um excelente modelo deposicional baseado em processos re-sedimentares durante a deposição, bem como um rearranjo estratigráfico das presentes unidades.

No estado do Rio Grande do Sul (parte meridional da Bacia do Paraná), os carvões são depósitos prodeltaicos relacionados à diamictitos de frente de delta e arenitos conglomeráticos em camadas sigmoidais. Os sedimentos orgânicos formadores de carvão viriam de arvores arrancadas por inundações, como sugerido pelos galhos e troncos encontrados no diamictito, e pelo retrabalhamento de turfas previamente acumuladas.

Cada camada de carvão está geralmente recoberta por paleosolo de rochas sílticas, que representa uma ocupação do topo de depósitos de inundações catastróficas e encerram um ciclo sedimentar. No caso do carvões brasileiros, muitos autores reconheceram deltas (leques deltaicos ou anastomosados). Aqui é particularmente considerado que o ambiente geral era um mar interior muito salgado (lago maré, no sentido de Hsu et. al.)

O presente estudo refere-se a três importantes unidades litoestratigráficas de um ciclo deposicional entre o Carbonífero e o início do Triássico: o Grupo Itataré, a Formação Rio Bonito e a Formação Palermo. Ainda que a interpretação usual de HCS esteja relacionada à ação de tempestades em ambientes marinhos rasos, tem sido consideradas outras causas, tais como inundações catastróficas. Mutti et. al. descreveram sistemas deltaicos dominados por inundação com espessos depósitos de conglomerados, arenitos e pelitos; derivados de sistemas fluviais de porte pequeno e médio, bem como de bacias de drenagem vizinhas à montanhas próximas ao mar.

Nestas condições, o fluxo de sedimento em direção ao mar aumenta dramaticamente quando as condições metereológicas podem suprir água em volume suficiente para produzi inundações catastróficas. Lobos arenosos espessos e de grande extensão lateral com HCS são os elementos deposicionais fundamentais de deltas em leque, bem como de outros sistemas deltaicos dominados por rios.

Diamictitos e carvão juntos podem ser o resultado do Jo¨kullhlaups-an, termo islandês para designar uma inundação repentina causada por derretimento rápido de uma geleira, similar ao caso do Scablands no vale do rio Colúmbia (15.000 AP) e nos exemplos modernos da Islândia.


Conclusões

Resumidamente, o que a autora da tese concluiu é que uma parte dos depósitos de carvão do sul do Brasil se formou pela atuação de episódios intensos e rápidos de sedimentação em sistemas deltaicos em um mar muito salgado, que rapidamente recobriu o material orgânico vegetal trazido por inundações sazonais e também pelo retrabalhamento de depósitos pretéritos de turfas.

A diferença entre o conteúdo do texto do “Resumo” da tese e o do Abstract do artigo, sugere que o forista Sodré modificou substancialmente o texto do “Resumo”, adaptando-o para ressaltar o uso, pela autora da tese, da palavra catastrofista. A hipótese de rearranjo do texto é corroborado pelo Abstract do artigo, pois nele não há nenhuma menção a neo-catastrofismo ou a uniformitarismo.

Uma frase é particularmente reveladora do quanto o forista Sodré modificou o texto do "Resumo", exposto em seu link:

"Mudanças atuais na percepção dos eventos geológicos, a partir de novos conceitos filosóficos (sic), conduzem à interpretação da sedimentação como resultado de eventos rápidos e de grande energia refletindo um pensamento neo-catastrofista que substitui o tradicional gradualismo".

A parte destacada em negrito por mim revela que o forista faz confusão entre o que é conhecimento científico (proposição de mais um modelo sedimentar para formação de carvão no sul do Brasil) e epistemologia da ciência ("novos conceitos filosóficos").

Ao priorizar a palavra catastrofista, o forista Sodré não reparou ou não entendeu, que o texto contém muitas informações que não corroboram a interpretação (ou desejo) dele, ou seja, de que todos os pacotes sedimentares mundiais foram depositados em um único, intenso e curto evento de sedimentação deposicional relacionado ao “dilúvio bíblico”.

Ao contrário, no caso em tela, o paleosolo sobre cada camada de rocha siltosa carbonosa indica múltiplos ciclos deposicionais em um ambiente deltaico formado em um mar interior muito salgado, ciclos estes decorrentes de intensas inundações sazonais ao longo de dezenas a centenas de milhares de anos.
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Data da postagem: 11/11/2012, 22:13
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Eis o segundo:

Citação de: Geotecton em 10 de Junho de 2010, 22:18:35

Citação de: Sodré em 29 de Abril de 2010, 09:48:54

Esse Geotecton...rsrs


Caro Sodré

A meticulosidade do Derfel, ao buscar na Net o resumo da doutoranda na UERJ, ensejou esta minha postagem.

Compare a sua citação (versão) do 'Resumo' da tese, com o 'Resumo' postado pelo Derfel e com o Abstract (o original e o traduzido por mim) do artigo publicado em 2002, na International Journal of Coal Geology.

Citação de: Texto 1 - Resumo da tese de Romana Begossi modificado pelo forista Sodré

O carvão no sul do Brasil tem um alto teor de cinzas, podendo ser melhor denominado siltito carbonoso. Surpreendentemente, a estratificação cruzada hummocky (HCS) foi encontrada em diversas camadas de carvão da Formação Rio Bonito. Apesar da ocorrência de HCS em ambientes marinho-rasos indicar uma gênese atribuída à ação de tempestades, outras causas, como inundações catastróficas, têm sido sugeridas recentemente.

No caso dos depósitos brasileiros de carvão, a presença de sedimentação deltaica foi reconhecida por diversos autores. A freqüência e íntima relação de fácies encontrada nas ocorrências de carvão na Bacia do Paraná, envolvendo rochas geradas por fluxos gravitacionais subaquosos e, por outro lado, o característico carvão encontrado, requerem a proposição de um novo modelo deposicional e um rearranjo estratigráfico nas unidades atualmente definidas.

Mudanças atuais na percepção dos eventos geológicos, a partir de novos conceitos filosóficos, conduzem à interpretação da sedimentação como resultado de eventos rápidos e de grande energia refletindo um pensamento neo-catastrofista que substitui o tradicional gradualismo. Essa visão, aplicada aos depósitos brasileiros de carvão, leva à proposição de um modelo deposicional não uniformitarista, que aceita a teoria da formação de depósitos de carvão a partir de matéria vegetal alóctone, transportada por eventos de alta energia, nesse caso, inundações catastróficas.


Citação de: Texto 2 - Resumo da tese de Romana Begossi apresentado pelo forista Derfel

RESUMO

Autora: Romana Begossi

Inundações catastróficas como uma possível causa para a formação de carvão na Bacia do Paraná.

O carvão no sul do Brasil tem um alto teor de cinzas, podendo ser melhor denominado siltito carbonoso. Surpreendentemente, HCS foi encontrado em diversas camadas de carvão da Formação Rio Bonito. A freqüente e íntima relação de fácies encontrada nas ocorrências de carvão na Bacia do Paraná, envolvendo rochas geradas por fluxos gravitacionais subaquosos e, por outro lado, o característico carvão encontrado, requerem a proposição de um novo modelo deposicional e um re-arranjo estratigráfico nas unidades atualmente definidas.

Apesar da ocorrência de HCS em ambientes marinho-rasos indicar uma gênese atribuída à ação de tempestades, outras causas, como inundações catastróficas, têm sido sugeridas recentemente. Mutti et al. (1996) descreveram sistemas deltaicos dominados por inundações com espessos conglomerados, arenitos e depósitos pelíticos, derivados de sistemas fluviais de pequeno a médio porte e bacias de drenagem de bordas de montanha adjacentes ao mar. Nesses depósitos, o fluxo de sedimentos em direção ao mar pode aumentar dramaticamente quando as condições de tempo fornecem quantidades suficientes de água que possam produzir inundações catastróficas. Essas inundações ocasionam uma mistura de água e sedimentos, com velocidade e concentração de sedimentos capaz de gerar fluxos hiperpicnais e correntes de turbidez auto-sustentadas. Seções espessas e lateralmente extensas de lobos de arenito com HCS são os elementos deposicionais fundamentais de fan-deltas e de sistemas deltaicos dominados por rio.

O presente estudo se refere a três importantes unidades litoestratigráficas, no ciclo Carbonífero-Eotriássico: o Grupo Itararé, a Formação Rio Bonito e a Formação Palermo. No caso dos depósitos brasileiros de carvão, deltas (fan-deltas, braid-deltas) foram reconhecidos por diversos autores. Neste caso, é particularmente considerado um ambiente de mar salgado interior (lago mare, sensu Hsü), devido à ausência de ondas normais grandes.

No Rio Grande do Sul os carvões são verdadeiros depósitos de prodeltas progradantes, relacionados a diamictitos e arenitos conglomeráticos de frente deltaica, com acamadamento sigmoidal. O carvão seria formado por árvores arrancadas pela inundação, o que é indicado pelos troncos encontrados em meio ao diamictito, ou por retrabalhamento de turfa previamente acumulada. Cada camada de carvão é geralmente coberta por paleossolo, que representa a colonização vegetal no topo do depósito de inundação catastrófica, e encerra um ciclo sedimentar. Em outras situações, é desenvolvido hardground (carbanquerita) em vez de paleossolo.

A fácies proximal desses depósitos é relacionada a degelo de geleiras de montanha e é atribuída como a parte superior do Grupo Itararé. Em situações muito distais, observase que as camadas de carvão com HCS passam lateralmente a siltitos com HCS da Formação Palermo. Os depósitos de carvão compreenderiam as três unidades litoestratigráficas dispostas numa transição lateral.

A associação de carvão e diamictitos pode ser resultado de J6kullhlaups, considerando-se que a origem da inundação catastrófica é devida ao degelo de geleiras de montanha, similares aos exemplos das Scablands, no vale do Rio Columbia (15.000 a.c.) e da Islândia (presente). Deve ser sempre lembrado que as reconstruções do Gondwana através do tempo indicam que o sul do Brasil, no Eopermiano, situava-se a 50° - 60° S. Portanto, essa região pode ter sido submetida a avanços e retrocessos de montanhas glaciais residuais, e seus ambientes associados podem ter sido responsáveis por eventuais inundações catastróficas.


Citação de: Texto 3 - "Abstract" do artigo de Romana Begossi

Gondwana coals of the Rio Bonito Formation (Parana´ Basin) in Southern Brazil have generally large ash yields, so they could be better called coaly siltstones than coal. In addition, hummocky cross stratification (HCS) was found in several coal beds of the Rio Bonito Formation throughout the basin.

In this formation, the frequent and close relationship between facies involving rocks generated by subaqueous gravity flows (diamictites) and coal itself provides an excellent depositional model based on resedimentary processes acting during deposition, as well as a stratigraphic rearrangement of the present units.

In the State of Rio Grande do Sul (southern part of Paraná Basin), coals are actually prodelta deposits related to delta-front diamictite and conglomeratic sandstone with sigmoidal bedding. Coal-forming organic sediments would come from trees plucked by the floods, as indicated by the wood logs floating in the diamictite, and reworking of previous peat accumulations.

Every coal layer is covered generally by paleosoil siltstones, which represent colonization at the top of the catastrophic flood deposit, ending a sedimentary cycle. In case of Brazilian coal settings, several authors recognized deltas (fan deltas or braid deltas). Here is particularly considered the general environment as a salted interior sea (lago mare, Hsu¨ et al. sense).

The present study will refer to three important lithostratigraphic units in the Carboniferous-Early Triassic cycle: the Itarare´ Group, the Rio Bonito Formation, and the Palermo Formation. Although the preferential mode of occurrence of HCS in shallow marine environments indicates a genesis attributed to storm action, other causes, such as catastrophic flooding, have been advanced. Mutti et al. [Mem. Sci. Geol. 48 (1996) 233] described flood-dominated deltaic systems with thick conglomerate, sandstone, and pelitic deposits, derived from small- to medium-scale fluvial systems and mountain-bordered drainage basins adjacent to the sea.

In such settings, seaward sediment flow can increase dramatically when weather conditions can supply water in such amounts to produce catastrophic floods. Thick and laterally extensive sandstone lobes with HCS are the fundamental depositional elements of fan deltas and other river-dominated delta systems.

Diamictites and coal together could be a result from Jo¨kullhlaups-an Icelandic term for glacial outburst flood-in case of catastrophic floods coming from a melting mountain glacier, similar to the Columbia River Valley Scablands (15,000 BP) and in modern Iceland examples.


Citação de: Texto 4 - Tradução do "Abstract" do artigo de Romana Begossi feito pelo forista Geotecton

Os carvões gondwanicos da Formação Rio Bonito (Bacia do Paraná) no sul do Brasil tem geralmente amplas porções de cinzas, e deste modo seria melhor denominá-los de rochas siltosas carbonosas, ao invés de carvões. Além disto, estratificações cruzadas hummocky (HCS) foram encontradas em muitas camadas de carvão na Formação Rio Bonito por toda a bacia.

Nesta formação, a frequente e íntima relação entre fácies envolvendo rochas formadas por fluxos gravitacionais subaquáticos (diamictitos) e o próprio carvão preve um excelente modelo deposicional baseado em processos re-sedimentares durante a deposição, bem como um rearranjo estratigráfico das presentes unidades.

No estado do Rio Grande do Sul (parte meridional da Bacia do Paraná), os carvões são depósitos prodeltaicos relacionados à diamictitos de frente de delta e arenitos conglomeráticos em camadas sigmoidais. Os sedimentos orgânicos formadores de carvão viriam de arvores arrancadas por inundações, como sugerido pelos galhos e troncos encontrados no diamictito, e pelo retrabalhamento de turfas previamente acumuladas.

Cada camada de carvão está geralmente recoberta por paleosolo de rochas sílticas, que representa uma ocupação do topo de depósitos de inundações catastróficas e encerram um ciclo sedimentar. No caso do carvões brasileiros, muitos autores reconheceram deltas (leques deltaicos ou anastomosados). Aqui é particularmente considerado que o ambiente geral era um mar interior muito salgado (lago maré, no sentido de Hsu et. al.)

O presente estudo refere-se a três importantes unidades litoestratigráficas de um ciclo deposicional entre o Carbonífero e o início do Triássico: o Grupo Itataré, a Formação Rio Bonito e a Formação Palermo. Ainda que a interpretação usual de HCS esteja relacionada à ação de tempestades em ambientes marinhos rasos, tem sido consideradas outras causas, tais como inundações catastróficas. Mutti et. al. descreveram sistemas deltaicos dominados por inundação com espessos depósitos de conglomerados, arenitos e pelitos; derivados de sistemas fluviais de porte pequeno e médio, bem como de bacias de drenagem vizinhas à montanhas próximas ao mar.

Nestas condições, o fluxo de sedimento em direção ao mar aumenta dramaticamente quando as condições metereológicas podem suprir água em volume suficiente para produzi inundações catastróficas. Lobos arenosos espessos e de grande extensão lateral com HCS são os elementos deposicionais fundamentais de deltas em leque, bem como de outros sistemas deltaicos dominados por rios.

Diamictitos e carvão juntos podem ser o resultado do Jo¨kullhlaups-an, termo islandês para designar uma inundação repentina causada por derretimento rápido de uma geleira, similar ao caso do Scablands no vale do rio Colúmbia (15.000 AP) e nos exemplos modernos da Islândia.


Comentários

O 'Resumo' da tese de Begossi postado no link foi editado, pois nele constam apenas 3 (três) parágrafos, conforme mostra o Texto 1, sendo que no original são 6 (seis) parágrafos, conforme mostra o Texto 2.

Além disto, o terceiro parágrafo não consta nem no 'Resumo' (Texto 2) e nem no Abstract do artigo (Texto 3), o que demonstra claramente que o texto foi também modificado.

Fazer modificações de textos de outros autores sem explicitá-las, ainda mais quando alteram profundamente o sentido original, é indesculpável sob a perspectiva científica e intelectual.

A leitura do Abstract do artigo mostra o quão similar ao 'Resumo' ele é, o que não surpreende, pois o artigo provem dos dados da própria tese de Begossi. E nele se constata que não existe nenhum trecho que lembre remotamente o terceiro parágrafo do Texto 1, conforme destaco a seguir:

Citação de: Texto 1 - Resumo da tese de Romana Begossi modificado por Sodré

[...]
Mudanças atuais na percepção dos eventos geológicos, a partir de novos conceitos filosóficos, conduzem à interpretação da sedimentação como resultado de eventos rápidos e de grande energia refletindo um pensamento neo-catastrofista que substitui o tradicional gradualismo. Essa visão, aplicada aos depósitos brasileiros de carvão, leva à proposição de um modelo deposicional não uniformitarista, que aceita a teoria da formação de depósitos de carvão a partir de matéria vegetal alóctone, transportada por eventos de alta energia, nesse caso, inundações catastróficas.


Para finalizar não posso deixar de ressaltar o fato de que nenhuma das conclusões de Begossi dá suporte à "especulação criacionista".

A) Ocorreram muitos ciclos e eventos deposicionais na formação do carvão em contraposição ao suposto evento único "diluviano".

B) A deposição ocorreu em ambiente marinho salgado raso interiorano dominado por sistemas deltaicos fluviais em contraposição a não-existência de ambientes deposicionais do suposto "dilúvio", pois este "ocorreu" em menos de trezentos dias!!!

C) O aporte de água em excesso (inundações) veio do derretimento de geleiras e de chuvas torrenciais sazonais e não de uma suposta "chuva única e torrencial com duração de 40 dias do dilúvio".

D) A explicação do processo usual de formação de carvão não foi invalidada. Pelo contrário, apenas se reconhece que há mais de um processo formador. Não há nenhuma menção sobre o "erro" do Uniformitarismo.

E) A idade estimada para os depósitos de carvão situa-se entre o Carbonífero e a parte inicial do Triássico, ou seja de 345 milhões de anos a 245 milhões de anos Antes do Presente (AP). Não fica sequer remotamente próximo da suposta idade de 4.500 anos do suposto "dilúvio".

F) Ao mencionar que no EoPermiano o Sul do Brasil estava entre as latitudes a 50° e 60° S, a autora endossa a Tectônica de Placas, a única que tem consistência científica, ao contrário das especulações absurdas das "hidroplacas" ou da "tectônica de placas catastrofista".


A partir deste ponto eu continuo a responder a sua última postagem:

Citação de: Sodré em 08 de Novembro de 2012, 18:47:15

Citação de: Geotecton em 07 de Novembro de 2012, 01:58:31

Citação de: Sodré em 06 de Novembro de 2012, 02:23:46

fosseis gigantes completos sem nenhuma semelhança com candidatos dos animais gigantes atuais (girafas e elefantes),


Texto confuso e vago. Explique.


cadê uym elefante completo sendo fossilizado? girafa? hipopotamo? porque temos dinossauros e grandes animais fosseis completos no fanerozoico e agora não os vemos sendo formados completos, quando muito só partes de seu corpo em casos isolados????

Vossa Senhoria já estudou e explorou todos os depósitos sedimentares mais recentes (e rasos, é claro) da África para afirmar, com a mais absoluta certeza, que não existe nenhum corpo em processo de fossilização neste exato momento?

Se a resposta for “sim”, apresente-me os resultados tabulados e publicados, por favor.

Se a resposta for “não”, então a sua afirmação não passa de delírio. Mais um, aliás.

Citação de: Sodré em 08 de Novembro de 2012, 18:47:15

Citação de: Geotecton em 07 de Novembro de 2012, 01:58:31

Citação de: Sodré em 06 de Novembro de 2012, 02:23:46

algumas grandes no meio de centenas de crateras imensas de asteroides (astroblemas) em quase todo o fanerozoico ( do cambriano ao pleistoceno), sem comparações com as quedinhas de asteroidizinhos do pleistoceno em diante..


Como é que Vossa Senhoria pode ser tão descarado a ponto de continuar usando a terminologia cronoestratigráfica e, ao mesmo tempo, fica proferindo asneiras e sandices sobre os intervalos temporais do chamado 'tempo geológico'?


não entendi...

Há muito tempo que Vossa Senhoria não “entende nada” e ainda assim insiste em continuar escrevendo sobre assuntos que nada conhece. O exemplo conspícuo é a sua desonestidade (ou ignorância) intelectual sobre Estratigrafia e Tempo Geológico.

Toda vez que Vossa Senhoria usa termos como “Fanerozóico”, “Paleozóico”, “Mesozóico” e “Cenozóico”, por exemplo, o faz desconsiderando o real significado cronoestratigráfico e geológico deles, bem como o histórico conceitual. E não há o menor sentido científico e ético em usar estes termos sem considera-los no contexto da verdadeira e atual definição de Tempo Geológico.

Assim, por exemplo, a passagem do NeoProterozóico para o Fanerozóico marca uma grande expansão no número de filos e espécies de animais marinhos, entre outros motivos por causa de uma maior disponibilidade de oxigênio dissolvido; há cerca de 542 Ma AP.

Se Vossa Senhoria quer continuar escrevendo sandices sobre Tempo Geológico, ao menos o faça não usando os termos cronoestratográficos usuais, pois eles representam algo que você ojeriza pois são “uniformitaristas-darwinistas-ateístas-materialistas” (sic).

Citação de: Sodré em 08 de Novembro de 2012, 18:47:15

Citação de: Geotecton em 07 de Novembro de 2012, 01:58:31

Citação de: Sodré em 06 de Novembro de 2012, 02:23:46

será que alguem já se perguntou das camadas muito extensas, abrangentes, largas e muito grossas (espessas) que tornam as camadas formadas pelo delta do amazonas, apenas um vislumbre das realidades catastroficas que a precedeu?
[...]


Já.

Eu já fiz isto e sei bastante sobre o assunto porque eu estudei Geologia, ao contrário de Vossa Senhoria que nada conhece.

Experimente ler um pouco sobre os diferentes tipos de bacias sedimentares, como por exemplo as de margens continentais, as intracratônicas e as de retro-arco, e então saberá como se formam os grandes empilhamentos de rochas sedimentares.


NUNCA SE FORMA HOJE camadas com a extensão, lateralidade do fanerozoico. pode perguntar QUALQUER professor DE GEOLOGIA

Pelas barbas de Odin, nós estamos em pleno Fanerozóico. E exatamente neste momento está ocorrendo uma maciça deposição de sedimentos terrígenos e químicos nas bacias de margens continentais e nas bacias oceânicas. A única diferença é que Vossa Senhoria não consegue observar isto pessoalmente.
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Citação de: Sodré em 08 de Novembro de 2012, 18:47:15

Citação de: Geotecton em 07 de Novembro de 2012, 01:58:31

Citação de: Sodré em 06 de Novembro de 2012, 02:23:46

mas asteroides,


Existem evidências de impactos em rochas com idades desde 2,5 bilhões de anos (início do Paleo Proterozóico), sendo que não se conhece nenhum impacto de tamanho significativo com 4.000 anos ou menos.


argumetno circular, geocronologia se fundamenta em uma perspectiva datacional radiometrica ISOLADA dos fatos gteologicos, bioquimicos, estatisticos e muitas outras perspectivas...como disse o Dr Baumgardner BAUMGARDNER: Mas como é Tempo Geológico a ser contada?
Com a descoberta da radioatividade cerca de um século atrás, os cientistas uniformitarianos ter assumido que eles têm um meio confiável e quantitativos para medir o tempo absoluto em escalas de bilhões de anos. Isto porque um número de isótopos instáveis existir com meias-vidas de bilhões de gama ano. Confiança nestes métodos tem sido muito elevada por várias razões. Os níveis de energia nucleares envolvidas no decaimento radioactivo são muito maiores do que os níveis de energia electrónicos associados com a temperatura normal, a pressão, e da química que as variações na última pode ter efeitos insignificantes sobre a primeira.
Além disso, assumiu-se que as leis da natureza são invariantes no tempo e que as taxas de decaimento medimos hoje tem sido constante desde o início do cosmos - um ponto de vista, é claro, ditada pela crença materialista e uniformista. A confiança nos métodos radiométricos entre os cientistas materialistas foi tão absoluta de que todos os outros métodos para estimar a idade de materiais geológicos e eventos geológicos têm sido relegados a um status inferior e considerada confiável quando discordam com técnicas radiométricas.
A maioria das pessoas, portanto, incluindo a maioria dos cientistas, não estão cientes do conflito sistemática e flagrante entre métodos radiométricos e não-radiométricos métodos para namoro ou restringir a idade dos eventos geológicos. No entanto, este conflito é tão dura e tão consistente que não há razão mais do que suficiente, na minha opinião de forma agressiva contestar a validade de métodos radiométricos.
Um exemplo claro desse conflito diz respeito à retenção de hélio produzido pelo decaimento nuclear de urânio em pequenos cristais de zircão comumente encontrados em granito. Urânio tende a concentrar-se selectivamente em cristais de zircão de um magma solidificando porque os grandes espaços na estrutura de cristal de zircão mais facilmente acomodar os grandes iões de urânio. O urânio é instável e eventualmente, se transforma através de uma cadeia de passos decaimento nuclear em chumbo. No processo, a oito átomos de hélio são produzidos para cada átomo inicial de U-238. Mas o hélio é um átomo muito pequeno e é também um gás nobre, com pouca tendência para reagir quimicamente com as outras espécies. Hélio, portanto, tende a migrar facilmente através de uma rede cristalina.
O conflito de métodos radiométricos é que os zircões em pré-cambrianas de exibição de granito enormes concentrações de hélio [15]. Quando as quantidades de urânio, chumbo e hélio são determinadas experimentalmente, encontra-se quantidades de chumbo e urânio consistente com mais de um bilhão de anos de decadência nuclear em taxas atualmente medidos. Surpreendentemente, a maioria do hélio radiogênico a partir deste processo de decaimento é também ainda presente dentro destes cristais, que são tipicamente apenas alguns micrômetros de diâmetro. No entanto, com base em medidas experimentalmente taxas de difusão de hélio, o zircão teor de hélio implica um intervalo de tempo de apenas alguns milhares de anos, desde que a maioria da deterioração nuclear ocorrido.
Assim que o processo físico é mais confiável - a difusão de um gás nobre em uma rede cristalina ou o decaimento radioativo de um isótopo instável? Ambos os processos podem ser investigadas hoje em grande detalhe no laboratório. Tanto a taxa de difusão de hélio numa dada estrutura cristalina e a taxa de decomposição de urânio ao chumbo pode ser determinado com um alto grau de precisão. Mas esses dois processos físicos produzir estimativas totalmente díspares para a idade da rocha de granito mesmo. Onde está o erro de lógica ou processual? A conclusão mais razoável na minha opinião, é que ele se encontra na etapa de extrapolar como constantes das taxas atualmente medidos de decadência nuclear no passado remoto. Se este for o erro, então métodos radiométricos com base nas taxas atualmente medidos simplesmente não fazer e não pode fornecer estimativas corretas para a idade geológica.
Mas o quão forte é o caso de métodos radiométricos são na verdade tão incorreta? Há dezenas de processos físicos que, como a difusão de hélio, idade produzir estimativas ordens de grandeza menor do que as técnicas radiométricas. Muitos destes são geológica ou geofísica na natureza e, portanto, sujeitos à questão de saber se as taxas observadas atualmente pode legitimamente ser extrapolados para o passado indefinido.
No entanto, mesmo se fizermos essa suposição suspeito e consideram a taxa atual de aumento de sódio nos oceanos versus o conteúdo presente oceano de sódio, ou a atual taxa de acumulação de sedimentos nas bacias oceânicas contra o atual volume de sedimentos do oceano, ou a taxa corrente líquida de perda de continental rock (principalmente por erosão) versus o volume atual de crosta continental ou a atual taxa de elevação das montanhas do Himalaia (responsável por erosão) versus sua altura atual, inferimos vezes estima drasticamente em desacordo com a escala de tempo radiométrica [ 16]. Essas estimativas de tempo são ainda mais reduzidos drasticamente se não fizermos a suposição uniformista mas conta para o catastrofismo global, descrita anteriormente.
Existem outros processos que não são tão fáceis de expressar, em termos quantitativos, tais como a degradação da proteína em um ambiente geológico, que também apontam para uma escala de tempo muito mais curto para o registro geológico. Ele está agora bem estabelecido que o osso de dinossauro unmineralized ainda contendo proteína óssea reconhecível existe em muitos locais ao redor do mundo [17]. Da minha experiência própria mão primeiro com esse material, é inconcebível que o osso contendo proteína bem conservado de forma poderia ter sobrevivido por mais de alguns milhares de anos nas configurações geológicas em que eles são encontrados.
Creio, portanto, o caso é forte do ponto de vista científico a rejeitar métodos radiométricos como um meio válido para a datação de materiais geológicos. O que então pode ser usado em seu lugar? Como eu cristã, é claro, estou convencido de que a Bíblia é uma fonte confiável de informação. A Bíblia fala de um cataclismo mundial no dilúvio de Gênesis, que destruiu toda a vida de respiração de ar no planeta além dos animais e seres humanos Deus preservou vivo na Arca A correspondência entre a catástrofe global no registro geológico e do dilúvio descrito em Gênesis é muito óbvio para mim não concluir que esses eventos deve ser uma ea mesma coisa

O texto supra foi extraído, certamente, de um site criacionista de língua inglesa. Ele apresenta diversos problemas de tradução, além de ser uma coleção de deturpações científicas.

Postarei uma resposta específica depois.
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1.Uniformismo x atualismo..seria bom que refletisse aqui as causas desta mudança, mostrando que Darwin se apoiou em algo ERRADO e aceito como ERRADO somente hoje pela geologia moderna. E este algo ERRADO deu bases para o gradualismo como regente nas observações geocronologicas desde então. Se uniformismo está arrado, não teríamos que revcer muitas coisas que estavam de mãos dadas (graduslismo) com o UNIFORMISMO??? Claro que teREMOS!!

2. Sobre as cachoeiras, vc descreveu suas causas, ok.....mas e o FATO delas continuarem batendo agora mesmo nas quinas de trilhões de rochas sem desgaste algum (ou quase nenhum) revelando que estas mesmas rochas estão aqui por por POUCOS milhares de anos no máximo e NUNCA milhões. A ciência opta pela explicação mais simples e lógica, e mais testável e sem polêmica Geotecton. Não existe aqui nenhum SER PENSANTE que não consiga perceber a lógica do que apresento. é SIMPLES E É ÓBVIO que agua mole em pedra dura tanto bate até que fura..infelizmente a geologia desconsidera isso...mas , tem trabalhos de alguns geologos sérios prestando mais atenção EM EROSÕES EM ROCHAS E TEMPO, sugiro a leitura deste:

http://www.scb.org.br/cienciadasorigens/03.pdf

3. Vc colocou textos muito longos ..talvez seja melhor a gente ir por partes ..faço a sugestão:

1. Resolva o caso das cachoeiras..gostei de sua explicação de causas, mas o que me interessa e deve interessar a todos aqui é a questão do desgaste incompativel com o tempo de milhões de anos, como resolver isso?

2. Comente o artigo que acabo de passar para vc, que tem que ver com desgaste em rochas

Depois de resolver isso a gente pula pra mais assuntos ok?

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Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

1.Uniformismo x atualismo..seria bom que refletisse aqui as causas desta mudança, mostrando que Darwin se apoiou em algo ERRADO e aceito como ERRADO somente hoje pela geologia moderna. E este algo ERRADO deu bases para o gradualismo como regente nas observações geocronologicas desde então. Se uniformismo está arrado, não teríamos que revcer muitas coisas que estavam de mãos dadas (graduslismo) com o UNIFORMISMO??? Claro que teREMOS!!


A causa da mudança daqueles preceitos epistemológicos foi o avanço do conhecimento científico. Exatamente o mesmo motivo que enterrou a interpretação literal das estórias do Gênesis.

Vossa Senhoria ainda não conseguiu entender que as mudanças epistemológicas dos séculos XVIII e XIX já foram completamente absorvidas e elas ocorreram em um contexto de transição geral das sociedades ocidentais, que conseguiram se desvincilhar dos grilhões das religiões cristãs.

E mesmo que todos os processos geológicos fossem "catastróficos" (e eles não são sequer a maioria), ainda assim não tornaria válida automaticamente o mito sumeriano copiado nos textos judaico-cristãos sob a estória do "dilúvio".

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

2. Sobre as cachoeiras, vc descreveu suas causas, ok.....mas e o FATO delas continuarem batendo agora mesmo nas quinas de trilhões de rochas sem desgaste algum (ou quase nenhum) revelando que estas mesmas rochas estão aqui por por POUCOS milhares de anos no máximo e NUNCA milhões.


Há tantos equívocos no que você escreveu que é até difícil escolher por onde começar a refutar.

Os processos geológicos de modelagem de relevo não agiram todos de uma vez só em um curto período. Tenha em mente que o intemperismo e a erosão agem diferencialmente sobre as rochas porque dependem de vários fatores, tais como o clima, a umidade, o tipo de rocha e a própria duração do processo.

No caso específico de cachoeiras, elas somente se instalam em locais com algum tipo de anisotropia forte e a configuração delas muda conforme os fatores que eu citei acima, frequentemente acrescida da atuação tectônica. Outros aspectos que Vossa Senhoria ignora é que há cachoeiras muito recentes em áreas de intensa atividade tectônica ainda ativa e que muitas das cachoeiras e rios que hoje estão instalados, não estavam ali em um passado muito distante, por causa da influência da dinâmica terrestre.

Estes são motivos mais do que suficientes para que NÃO EXISTAM SOMENTE cachoeiras "lindamente arredondadinhas".

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

A ciência opta pela explicação mais simples e lógica, e mais testável e sem polêmica Geotecton.


Concordo.

A Ciência faz isto e este é o motivo pelo qual o "dilúvio" já foi descartado há muito tempo e a existência de deus(es) está seguindo o mesmo caminho.

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

Não existe aqui nenhum SER PENSANTE que não consiga perceber a lógica do que apresento.


A sua "lógica" carece de consistência conceitual e factual.

O que sobra é a sua crença religiosa arraigada.

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

é SIMPLES E É ÓBVIO que agua mole em pedra dura tanto bate até que fura..infelizmente a geologia desconsidera isso...


Pelo contrário. Esta aí o magnífico exemplo do Grand Canyon para refutar a sua afirmação.

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

mas , tem trabalhos de alguns geologos sérios prestando mais atenção EM EROSÕES EM ROCHAS E TEMPO, sugiro a leitura deste:

http://www.scb.org.br/cienciadasorigens/03.pdf


Eu li esta... "coisa" e ela NÃO É nem um "trabalho" e nem é "sério". Apesar de já ter desmontado a falácia criacionista sobre as Scabelands, eu voltarei em breve a comentar sobre elas e, novamente, refutarei as bobagens criacionistas contidas naquela... "coisa".

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

3. Vc colocou textos muito longos ..talvez seja melhor a gente ir por partes ..faço a sugestão:


Eu venho procedendo deste modo desde a minha primeira postagem, quase sempre indicando as referências provenientes de fontes realmente científicas.

Em contrapartida, Vossa Senhoria não responde quase nada e quando o faz usa sempre os mesmos clichês. Nas raras oportunidades em que apresenta citações, quase sempre são de fontes não-científicas (criacionistas) e, nas raríssimas vezes em que as citações são científicas, na imensa maioria das oportunidades ela são postas de maneira descontextualizada.

Deste modo eu aviso que somente responderei novas postagens suas a partir do momento que Vossa Senhoria responder ponto-a-ponto as minhas questões, concordando com elas ou discordando delas mas com citações de fontes científicas não descontextualizadas. Ou seja, não aceitarei mais as bobagens de pseudo-pesquisadores como os senhores Nahor Souza Junior ou Adauto Lourenço ou ensaios, apócrifos ou não, de instituições sem mérito científico nenhum como o ICR, a Universidade de Loma Linda e a UNASP.

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

1. Resolva o caso das cachoeiras..gostei de sua explicação de causas, mas o que me interessa e deve interessar a todos aqui é a questão do desgaste incompativel com o tempo de milhões de anos, como resolver isso?


Eu não vou "resolver" nada porque isto já foi feito e consta em um sem-número de artigos em revistas especializadas de Geologia.

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

2. Comente o artigo que acabo de passar para vc, que tem que ver com desgaste em rochas


Isto eu farei, brevemente, com prazer.

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

Depois de resolver isso a gente pula pra mais assuntos ok?


Como eu escrevi anteriormente, só continuarei a debater se Vossa Senhoria cumprir as condições supramencionadas na resposta ao seu item 3., contidas em seu terceiro parágrafo.
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Nos dois textos que seguem eu demonstrei que Vossa Senhoria adulterou um texto científico de maneira anti-ética.


Isso aqui deveria ser motivo de banimento. Sinceramente, Geo, você não deveria nem se dar ao trabalho de responder alguém tão mal intencionado.
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Citação de: Gaúcho em 12 de Novembro de 2012, 12:11:35

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Nos dois textos que seguem eu demonstrei que Vossa Senhoria adulterou um texto científico de maneira anti-ética.


Isso aqui deveria ser motivo de banimento. Sinceramente, Geo, você não deveria nem se dar ao trabalho de responder alguém tão mal intencionado.


Eu teria perdido a paciência aqui:

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3. Vc colocou textos muito longos ..talvez seja melhor a gente ir por partes ..faço a sugestão:


Sugere que qualquer pessoa com paciência em niveis normais faça:
1 - O espancamento brutal em um monitor com o teclado;
2 - O suícidio com arma de fogo ou pancadas repetidas com a cabeça na parede;
3 - O homicidio doloso de certas pessoas...;
4 - O agendamento de férias em alguma praia desértica das Filipinas por tempo indeterminado;

Só dizendo...
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1. Geotecton...vc fala de uniformismo ultrapassado, quando ele foi combatido pelos geologos antigos ...como vc vê isso?

2. Aguardo comentario sobre o trabalho que ora promete

3. Quanto as cachoeiras, vc falou falou e resolveu exatamente o que? que aconteceu uma monte de hiposes ad hoc para que elas continuem sem desgaste proporcional ao tempo???? pois foi essse absurdo é isso que li...

Citação de: Sodré em 12 de Novembro de 2012, 03:54:15

1.Uniformismo x atualismo..seria bom que refletisse aqui as causas desta mudança, mostrando que Darwin se apoiou em algo ERRADO e aceito como ERRADO somente hoje pela geologia moderna. E este algo ERRADO deu bases para o gradualismo como regente nas observações geocronologicas desde então. Se uniformismo está arrado, não teríamos que revcer muitas coisas que estavam de mãos dadas (graduslismo) com o UNIFORMISMO??? Claro que teREMOS!!

2. Sobre as cachoeiras, vc descreveu suas causas, ok.....mas e o FATO delas continuarem batendo agora mesmo nas quinas de trilhões de rochas sem desgaste algum (ou quase nenhum) revelando que estas mesmas rochas estão aqui por por POUCOS milhares de anos no máximo e NUNCA milhões. A ciência opta pela explicação mais simples e lógica, e mais testável e sem polêmica Geotecton. Não existe aqui nenhum SER PENSANTE que não consiga perceber a lógica do que apresento. é SIMPLES E É ÓBVIO que agua mole em pedra dura tanto bate até que fura..infelizmente a geologia desconsidera isso...mas , tem trabalhos de alguns geologos sérios prestando mais atenção EM EROSÕES EM ROCHAS E TEMPO, sugiro a leitura deste:

http://www.scb.org.br/cienciadasorigens/03.pdf

3. Vc colocou textos muito longos ..talvez seja melhor a gente ir por partes ..faço a sugestão:

1. Resolva o caso das cachoeiras..gostei de sua explicação de causas, mas o que me interessa e deve interessar a todos aqui é a questão do desgaste incompativel com o tempo de milhões de anos, como resolver isso?

2. Comente o artigo que acabo de passar para vc, que tem que ver com desgaste em rochas

Depois de resolver isso a gente pula pra mais assuntos ok?


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Ok. Agora chega. O forista Sodré continua com sua prática de postar os mesmos argumentos já refutados, ignorando completamente as respostas dadas, insistindo no mesmo ponto e sequer se justificando quando demonstrado que postou artigos adulterados para apoiar seu ponto de vista, em uma clara demonstração de desonestidade intelectual ao debater. Portanto, estou banindo-o temporariamente e levando o caso para julgamento no Conselho, que decidirá o seu destino aqui.
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Isso de ficar repetindo argumentos ou citações já refutados, não é uma falácia? (não lembro o nome dela).
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