
Clube Cético
Karl Marx, para crianças
Autor: O Comissário do Povo | Categoria: História, Sociedade, Comportamento e Filosofia | Exibições: 65109 Comentários: 736

Aqui está a última postagem minha, respondendo todas as suas colocações, antes de...deixa pra lá!
Finalmente você poderá respondê-la e podemos continuar o debate.
Perceba que am alguns (poucos) casos, temos concordância.
Citação de: DDV em 13 de Outubro de 2009, 21:31:11
Càspita, o que Leafar e espiritismo têm a ver com isso? Religiões, no geral, fazem afirmações que podem ser verificadas pelas ciências hardcore - Física (existência de espíritos), Biologia (consciência após a morte), Química (materialização das coisas)... só que esse tópico não é sobre ciências hardcore, é, só sobre economia.
Errado. A característica mais marcante das religiões, idéias metafísicas e pseudociências é serem imunes à refutação. É a diferença mais importante que têm em relação á ciência.
Citação de: Eremita
Deixar de lado aspectos relevantes, de forma proposital, é pedir para ter sua hipótese refutada por seus pares na primeira apresentação. E insistir nisso é pedir para cair no descrédito.
Pelo menos é assim que ocorre na ciência, seja natural ou social.
Citação de: Eremita
Você fala como se isso automaticamente as colocasse no mesmo patamar.
Em primeiro lugar, nenhum deles deixou de lado aspectos da realidade propositalmente. Cada um deles achava que estava abordando TUDO o que de relevante havia para abordar. Por que é importante eu dizer isso? Pra você não achar que ignorar aspectos da realidade de forma consciente é "aceitável" ou "normal".
Em segundo lugar, cada uma dessas teorias faz afirmações que podem sim ser comparadas com a realidade (isso se não cairem em incoerências internas antes). Não dá para dizer, por exemplo, que Ricardo faz uma descrição melhor e mais fiel da realidade econômica do que Keynes, por exemplo.
Desses autores que você citou, Marx é disparado o que menos acerta, o que possui uma teoria econômica mais obtusa e tosca (conforme análise de seus pares).
Citação de: Eremita
Pode-se dizer que a economia é atualmente a "ciência social" que conseguiu maiores avanços. Por quê? Porque é a que melhor coloca as teses de forma clara e objetiva, de froma a poderem ser prontamente atacadas e contrapostas por seus pares, sem nenhum tipo de "encorajamento" à dogmatização de alguma idéia. Quanto mais uma ciência social for assim, mais ela avança.
A impressão que dá para quem lê é que, para você, as ciências sociais são um bolo doido onde tudo é permitido e nada pode ser melhor avaliado que outro, como se fossem apenas "preferências" em disputa.
Citação de: Eremita
Até o momento, não vi ninguém aqui tentando aplicar métodos de ciências naturais na economia.
O que está ocorrendo é apenas uma simples demonstração das falhas de uma teoria em particular. Isso é algo demais?!
Esse comentário seu é simplemente falso. A não ser que discutir racionalmente e objetivamente for "aplicar método inadequado".
Citação de: Eremita
Esqueceu também de citar a Psicanálise de Freud aí...
Mesmo uma teoria "explicando" algo bem, isso não a torna científica ou útil caso sua tese seja à prova de refutação por seus pares.
NOTA: a mais-valia nem SEQUER explica direito o que se propõe. E o próprio objeto da explicação (exploração inevitável da mão-de-obra humana) está sendo refutado aqui nese tópico.
Dizer que a "mais-valia explica bem a exploração necessária da mão-de-obra em uma indústria de uma economia livre" seria mais ou menos como dizer que "a inveja do pênis explica bem a atração das meninas por seus pais durante o período edipiano". Nada muito "útil" por si só, não acha?
Citação de: Eremita
Concordo aqui. Não que as pessoas são "naturalmente ambiciosas", apenas que elas tendem a "priorizar" a si mesmas e as pessoas mais próximas (parentes e amigos) na hora de ajudar e compartilhar.
Citação de: Eremita
Eu também.
Citação de: Eremita
Eu também.
TODA pessoa deve ter o direito de usufruir do produto do seu trabalho (incluindo a pessoa que pegar seu dinheiro poupado e investir em um negócio - o acionista no caso).
A discussão nese tópico é exatamente se a produção em uma empresa se deve 100% ao trabalhador (desconsiderando as máquinas, os investimentos em marketing, etc) ou não
Citação de: Ereita
Os interesses da maioria devem sim predominar, desde que não firam os direitos das minorias (EX: não pode 51% da população escravizar, saquear ou matar os 49% restantes).
No caso das ações citadas acima, elas favoreceram os interesses dos trabalhadores, E MUITO. O desemprego maciço e a miséria que viria caso o café não fosse comprado (pelo menos no curto prazo) ou o sistema bancário entrasse em colapso com certeza seriam muito mais catastróficos para os milhões de trabalhadores do que aos empresários/banqueiros em questão.
(Caso tenha dúvidas "técnicas" quanto a isso, consulte um livro de economia ou história econômica).
Citação de: Eremita
Óbvio!!! Quem aqui defende o oposto?!
Não vi até hoje ninguém defender uma "acionistocracia". De onde tirou isso?
Citação de: Eremita
Eu também, na medida em que isso não desestimule a inovação.
Lembre-se: o que fez a civilização ocidental ser o que hoje foi seu gigantesco processo de inovação tecnológico, que se acelerou do século XV pra cá. E você SABE que as pessoas se sentem motivadas a produzir coisas se elas puderem se beneficiar disso.
Citação de: Eremita
Depende. A iniciativa privada costuma produzir resultados bastante superiores às estatais em 98% das atividades. Esse percentual varia de país pra país, óbvio (Ex: no Brasil, o percentual deve ser maior ainda).
Isso ocorre porque as próprias pessoas investindo seu dinheiro livremente, e gerindo seus próprios negócios de forma independente, guiadas pelos preços, incentivadas e controladas pela concorrência, é um processo infinitamente mais dinâmico. Os países comunistas e a China apenas demonstraram na prática o que a economia já mostara.
Citação de: Eremita
A "iniciativa privada" sempre existiu desde que as sociedades deixaram de ser apenas famílias ou tribos. O que diferencia a época atual dessas que você citou é apenas a liberdade econômica em geral.
Citação de: Eremita
A inovação costuma ganhar muito mais impulso em economias livres (de mercado). Quanto maior for a percentagem de economia de mercado em uma determinada sociedade, mais inovadora ela tende a ser (Ex: Atenas em relação ao Egito, o primeiro predominantemente de mercado e o segundo não). O impulso tecnológico iniciado no século XV na Europa foi completamente sem precedentes. Produziu-se nesses 500 anos mil vezes (podendo estar subestimado) mais inovações do que nos 150 000 anos anteriores da raça humana.
Citação de: Eremita
Eu também acho injusta a comparação EUA/URSS por quase todos os motivos que você citou (embora ache a atribuição de problemas do século XX a Gêngis Kahn muita forçação de barra...)
Para uma comparação ser mais precisa, menos problemática e questionável, deve ser feita entre países que sejam o mais semelhantes possíveis em todos os aspectos. Seria como um experimento de laboratório com variáveis controladas. Pegar um MESMO país e dividir então..seria perfeito.
Sendo assim, poderíamos comparar Alemanha Ocidental com a Oriental. Igualmente, comparar Coréia do Sul e do Norte.
Tudo leva a crer que a Rússia teve um alto potencial brecado pelos bolcheviques. A China teve a sorte de seus dirigentes terem se dado conta disso e mudado.
Citação de: remita
"Milagres econômicos" às custas de expoliação e servidão é muito mais fácil do que sem (vide o Egito Antigo e Roma Antigas). O próprio Marx desaconselhava a m**** que fizeram lá,
Citação de: Eremita
Concordo plenamente.
Citação de: Eremita
So concordo na parte do monopólio (monopólio mesmo, não concorrência monopolística), já que nos demais a liberdade do consumidor não é afetada em nada.
Citação de: Eremita
É necessário analisar o grau de liberdade em geral nesses países. Países com menos liberdade tendem a ser piores por motivos óbvios.
Para mim, "capitalismo" pressupõe pelo menos a liberdade econômica. Quanto menos entraves de qualquer tipo houver aos negócios e às pessoas, pior. Por isso eu defendo a atuação do estado para aumentar o grau de liberdade das pessoas (com programas sociais, por exemplo).
Citação de: Eremita
Sim, se um país saqueia outro (como faziam Espanha e Portugal na América, Bélgica no Congo, etc) com certeza!
Ninguém discorda disso.
Citação de: Eremita
Está dizendo (por exemplo), que países como Suécia e Suiça são ricos porque roubam riquezas de países como Libéria e Chade?
Se sim, demostre. Explique também como.
Finalmente você poderá respondê-la e podemos continuar o debate.
Perceba que am alguns (poucos) casos, temos concordância.
Citação de: DDV em 13 de Outubro de 2009, 21:31:11
Citação de: Eremita em 13 de Outubro de 2009, 00:53:02Citação de: Agnóstico em 12 de Outubro de 2009, 23:00:36
Citação de: Eremita
Saindo de Marx e indo pra filosofia da ciência, ciências humanas como um todo assumem pressupostos, tendo em vista que a sociedade é algo complexo demais e seus fatores são por demais interligados pra poder trabalhar eficientemente com o método de Popper e o positivista. Cada conjunto de pressupostos diferente leva a um paradigma diferente, às vezes concordante com outros paradigmas, às vezes conflitante.
Sem contar que isso pareceu o Leafar criticando a ciência mecanicista por não encontrar evidências do perispirito porque é demasiado complexo.
Càspita, o que Leafar e espiritismo têm a ver com isso? Religiões, no geral, fazem afirmações que podem ser verificadas pelas ciências hardcore - Física (existência de espíritos), Biologia (consciência após a morte), Química (materialização das coisas)... só que esse tópico não é sobre ciências hardcore, é, só sobre economia.
Errado. A característica mais marcante das religiões, idéias metafísicas e pseudociências é serem imunes à refutação. É a diferença mais importante que têm em relação á ciência.
Citação de: Eremita
"Complexo" significa com muitas partes, Agnóstico. Só isso. A sociedade é complexa por ter inúmeras partes. Cada paradigma escolhe seletivamente algumas para serem levadas em conta e despreza outras.
Deixar de lado aspectos relevantes, de forma proposital, é pedir para ter sua hipótese refutada por seus pares na primeira apresentação. E insistir nisso é pedir para cair no descrédito.
Pelo menos é assim que ocorre na ciência, seja natural ou social.
Citação de: Eremita
Sociais aplicadas são assim. Marx fez isso. Smith fez isso. Os austríacos fizeram isso. Ricardo fez isso. Todos os economistas, de todas as correntes, fizeram isso - desconsideraram algumas influências na economia (um produto social) e consideraram outras.
Você fala como se isso automaticamente as colocasse no mesmo patamar.
Em primeiro lugar, nenhum deles deixou de lado aspectos da realidade propositalmente. Cada um deles achava que estava abordando TUDO o que de relevante havia para abordar. Por que é importante eu dizer isso? Pra você não achar que ignorar aspectos da realidade de forma consciente é "aceitável" ou "normal".
Em segundo lugar, cada uma dessas teorias faz afirmações que podem sim ser comparadas com a realidade (isso se não cairem em incoerências internas antes). Não dá para dizer, por exemplo, que Ricardo faz uma descrição melhor e mais fiel da realidade econômica do que Keynes, por exemplo.
Desses autores que você citou, Marx é disparado o que menos acerta, o que possui uma teoria econômica mais obtusa e tosca (conforme análise de seus pares).
Citação de: Eremita
Não é só a Economia que funciona assim. São as Ciências Sociais. É o Estudo Literário. Psicologia. Pedagogia.
Pode-se dizer que a economia é atualmente a "ciência social" que conseguiu maiores avanços. Por quê? Porque é a que melhor coloca as teses de forma clara e objetiva, de froma a poderem ser prontamente atacadas e contrapostas por seus pares, sem nenhum tipo de "encorajamento" à dogmatização de alguma idéia. Quanto mais uma ciência social for assim, mais ela avança.
A impressão que dá para quem lê é que, para você, as ciências sociais são um bolo doido onde tudo é permitido e nada pode ser melhor avaliado que outro, como se fossem apenas "preferências" em disputa.
Citação de: Eremita
Entendo aonde você quer chegar. É frustrante quando a gente tenta aplicar o método científico que funciona OK em ciências hardcore na Economia, ou outra ciência social, e vê que simplesmente não dá certo. Eu sei disso - fiz três anos e meio de Química, e depois fui parar em Lingüística.
Até o momento, não vi ninguém aqui tentando aplicar métodos de ciências naturais na economia.
O que está ocorrendo é apenas uma simples demonstração das falhas de uma teoria em particular. Isso é algo demais?!
Esse comentário seu é simplemente falso. A não ser que discutir racionalmente e objetivamente for "aplicar método inadequado".
Citação de: Eremita
CitarEremita, cá para nós, você acha que essa besteira toda funciona de verdade?
Como qualquer outra "besteira", ou seja, ciências sociais, pode funcionar desde que você aplique nos casos que a tal "besteira" propõe a explicar. Vou citar exemplos:
*Piaget, não-testável, e portanto "besteira"; mas eficiente para explicar desenvolvimento infantil.
*Bachelard, não-testável, e portanto "besteira"; mas eficiente para explicar a assimilação de conceitos científicos.
*Análise do Discurso, não-testável, e portanto "besteira"; mas eficiente para explicar as partes de um discurso e as ideologias que o permeiam;
Por aí vai:
*Mais-valia, não-testável como qualquer outro conceito econômico, mas eficiente para explicar passagem de valor agregado por trabalho.
Esqueceu também de citar a Psicanálise de Freud aí...
Mesmo uma teoria "explicando" algo bem, isso não a torna científica ou útil caso sua tese seja à prova de refutação por seus pares.
NOTA: a mais-valia nem SEQUER explica direito o que se propõe. E o próprio objeto da explicação (exploração inevitável da mão-de-obra humana) está sendo refutado aqui nese tópico.
Dizer que a "mais-valia explica bem a exploração necessária da mão-de-obra em uma indústria de uma economia livre" seria mais ou menos como dizer que "a inveja do pênis explica bem a atração das meninas por seus pais durante o período edipiano". Nada muito "útil" por si só, não acha?
Citação de: Eremita
CitarNão te agride saber que as pessoas querem ter algo, que você não pode simplesmente falar que não haverá propriedade privada?
Saber que as pessoas são naturalmente ambiciosas? Depende de como elas aplicam a ambição. Um chiste que usei por um bom tempo é "comunismo não é devido a pessoas sendo legais com umas às outras, e partilhando poder por vontade própria... é devido às pessoas serem tão mesquinhas e egoístas que fazem de tudo por um pouco mais de poder - até mesmo partilhar dele".
Concordo aqui. Não que as pessoas são "naturalmente ambiciosas", apenas que elas tendem a "priorizar" a si mesmas e as pessoas mais próximas (parentes e amigos) na hora de ajudar e compartilhar.
Citação de: Eremita
Prego democracia direta em substituição à democracia representativa, sempre que isso for possível.
Eu também.
Citação de: Eremita
Prego que os trabalhadores, e não acionistas, tenham direito a usufruir dos produtos do seu próprio trabalho.
Eu também.
TODA pessoa deve ter o direito de usufruir do produto do seu trabalho (incluindo a pessoa que pegar seu dinheiro poupado e investir em um negócio - o acionista no caso).
A discussão nese tópico é exatamente se a produção em uma empresa se deve 100% ao trabalhador (desconsiderando as máquinas, os investimentos em marketing, etc) ou não
Citação de: Ereita
Prego que o Estado favoreça os interesses dos trabalhadores, maioria da população, ao invés de amortizar prejuízos devido a instabilidades no sistema econômico (ex: queima do café nos anos 20/30, Brasil; dinheiro para salvar bancos falindo, EUA/Governo Bush[sic]; etc.)
Os interesses da maioria devem sim predominar, desde que não firam os direitos das minorias (EX: não pode 51% da população escravizar, saquear ou matar os 49% restantes).
No caso das ações citadas acima, elas favoreceram os interesses dos trabalhadores, E MUITO. O desemprego maciço e a miséria que viria caso o café não fosse comprado (pelo menos no curto prazo) ou o sistema bancário entrasse em colapso com certeza seriam muito mais catastróficos para os milhões de trabalhadores do que aos empresários/banqueiros em questão.
(Caso tenha dúvidas "técnicas" quanto a isso, consulte um livro de economia ou história econômica).
Citação de: Eremita
Prego que o que for de interesse para população seja decidido por ela como um todo, e não por meia dúzia de acionistas.
Óbvio!!! Quem aqui defende o oposto?!
Não vi até hoje ninguém defender uma "acionistocracia". De onde tirou isso?
Citação de: Eremita
Prego liberdade de informação, mesmo que isso implique rever direitos autorais e direitos de cópia.
Eu também, na medida em que isso não desestimule a inovação.
Lembre-se: o que fez a civilização ocidental ser o que hoje foi seu gigantesco processo de inovação tecnológico, que se acelerou do século XV pra cá. E você SABE que as pessoas se sentem motivadas a produzir coisas se elas puderem se beneficiar disso.
Citação de: Eremita
Em vista de tudo que eu disse acima, "propriedade estatal dos meios de produção" me parece muito mais sensato que "propriedade empresarial dos meios de produção".
Depende. A iniciativa privada costuma produzir resultados bastante superiores às estatais em 98% das atividades. Esse percentual varia de país pra país, óbvio (Ex: no Brasil, o percentual deve ser maior ainda).
Isso ocorre porque as próprias pessoas investindo seu dinheiro livremente, e gerindo seus próprios negócios de forma independente, guiadas pelos preços, incentivadas e controladas pela concorrência, é um processo infinitamente mais dinâmico. Os países comunistas e a China apenas demonstraram na prática o que a economia já mostara.
Citação de: Eremita
CitarNão te chama atenção você ver que somos o que somos por causa da iniciativa privada?
Antes da iniciativa privada, há seis mil anos atrás, quando Yahweh criou o mundo como descrito pela Bíblia, não haviam seres humanos
(AVISO: ISSO FOI UM SARCASMO, UMA IRONIA, UMA BRINCADEIRA. NÃO ESTÁ SENDO UTILIZADA POR MIM DE FORMA ALGUMA COMO ARGUMENTO.)
"Somos o que somos"? Que coisa mais vaga! Se você quer dizer que "a iniciativa privada interferiu na sociedade humana, e por extensão nos indivíduos", é claro que sim - assim como o feudalismo, assim como as Guerras Mundiais, assim como a ascenção do nazismo, assim como quando foderam com a biblioteca de Alexandria, assim como o cristianismo e o islamismo...
A "iniciativa privada" sempre existiu desde que as sociedades deixaram de ser apenas famílias ou tribos. O que diferencia a época atual dessas que você citou é apenas a liberdade econômica em geral.
Citação de: Eremita
Citarevolução médica, computadores, etc..?
Arado, xadrez, prensa móvel, a maior parte da arquitetura, ampulheta, numerais arábicos, papel, álcool... por que você supõe que somente sob o capitalismo há produção de ciência e tecnologia?
A inovação costuma ganhar muito mais impulso em economias livres (de mercado). Quanto maior for a percentagem de economia de mercado em uma determinada sociedade, mais inovadora ela tende a ser (Ex: Atenas em relação ao Egito, o primeiro predominantemente de mercado e o segundo não). O impulso tecnológico iniciado no século XV na Europa foi completamente sem precedentes. Produziu-se nesses 500 anos mil vezes (podendo estar subestimado) mais inovações do que nos 150 000 anos anteriores da raça humana.
Citação de: Eremita
Citare que a URSS não aguentava mais competir?
"Talvez" porque ela dedicou uma incrível parcela do trabalho em formar arsenal para assegurar vassalos*?
"Talvez" porque ela resolveu participar de uma guerra fria de atrito contra um país que tinha mais vassalos, que antes das Duas Guerras já estava com a economia muitíssimo mais madura que ela por diversos motivos?
(Entre eles:
*EUA nunca teve tsares atravancando a economia e a liberdade de expressão, mais preocupados com a peruca que iam usar na festa na corte;
*O bossal do Temujin/Genghis Khan não invadiu, pilhou e destruiu nada nas Américas, mas em compensação fez a farra no Leste Europeu, o que o deixou muito atrás do Oeste;
*A corrida para o Oeste dos EUA resultou em território produtivo, não um pedaço de gelo chamado Sibéria;
*Os EUA não tiveram invasões de franceses com seu baixinho retardado e de prussianos procurando extensão territorial;
*Na 2ª GM, EUA tava razoavelmente isolado do Eixo, enquanto este circundava a URSS;
entre outras.)
Agnóstico, se você quer comparar EUA/URSS, vá em frente, a comparação é válida. Só faça o favor de lembrar que a URSS e os EUA não surgiram num passe de mágica em 1917, e que a história anterior de ambos influiu profundamente na Guerra Fria.
Eu também acho injusta a comparação EUA/URSS por quase todos os motivos que você citou (embora ache a atribuição de problemas do século XX a Gêngis Kahn muita forçação de barra...)
Para uma comparação ser mais precisa, menos problemática e questionável, deve ser feita entre países que sejam o mais semelhantes possíveis em todos os aspectos. Seria como um experimento de laboratório com variáveis controladas. Pegar um MESMO país e dividir então..seria perfeito.
Sendo assim, poderíamos comparar Alemanha Ocidental com a Oriental. Igualmente, comparar Coréia do Sul e do Norte.
Tudo leva a crer que a Rússia teve um alto potencial brecado pelos bolcheviques. A China teve a sorte de seus dirigentes terem se dado conta disso e mudado.
Citação de: remita
Sim, eu execro o Mario Bros. digo, o Stalin; acho que ele foi um ditador brutal, repressor, e que era fã de uma carnificina. Mas, partindo daquela massa disforme chamada Império Russo, Lênin e ele fizeram milagres econômicos.
"Milagres econômicos" às custas de expoliação e servidão é muito mais fácil do que sem (vide o Egito Antigo e Roma Antigas). O próprio Marx desaconselhava a m**** que fizeram lá,
Citação de: Eremita
CitarNão te ofende você ver quão irracional é sua posição frente a empresários e investidores? Alguma coisa contra o sucesso?
Contra o sucesso?
Só quando o sucesso de um pressupõe a falha de muitos outros.
Só quando o sucesso de um necessita de uma relação assimétrica e imposta.
Só quando o sucesso é resultado de mão-de-obra sendo paga menos do que vale.
Concordo plenamente.
Citação de: Eremita
Só quando o sucesso significa produtos e serviços claramente inferiores ganhando uma competição devido a marketing, base instalada, monopólio, e similares.
So concordo na parte do monopólio (monopólio mesmo, não concorrência monopolística), já que nos demais a liberdade do consumidor não é afetada em nada.
Citação de: Eremita
CitarNão te chama atenção ver dezenas de países bem sucedidos com o capitalismo?
Quais? Libéria, Afeganistão, Chade, Timor Leste...?
É necessário analisar o grau de liberdade em geral nesses países. Países com menos liberdade tendem a ser piores por motivos óbvios.
Para mim, "capitalismo" pressupõe pelo menos a liberdade econômica. Quanto menos entraves de qualquer tipo houver aos negócios e às pessoas, pior. Por isso eu defendo a atuação do estado para aumentar o grau de liberdade das pessoas (com programas sociais, por exemplo).
Citação de: Eremita
Eu acho tão engraçado você citar sempre Suécia, EUA, Suíça... como se eles fossem completamente isolados economicamente do resto do mundo! Já parou pra pensar, por apenas UM momento, que talvez a riqueza de uns tenha conexão com a miséria de outros?
Sim, se um país saqueia outro (como faziam Espanha e Portugal na América, Bélgica no Congo, etc) com certeza!
Ninguém discorda disso.
Citação de: Eremita
Que alguns países capitalistas talvez sejam absurdamente ricos e outros países capitalistas absurdamente pobres, e que isso pode ter uma mínima influência de riquezas indo de lá pra cá? Que talvez seja algo intríseco da superestrutura do capitalismo isso?
Está dizendo (por exemplo), que países como Suécia e Suiça são ricos porque roubam riquezas de países como Libéria e Chade?

Se sim, demostre. Explique também como.
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Data da postagem: 26/02/2011, 06:32

Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:26:30
As babaquices e tosquices (resumindo acidamente) postadas são consideradas refutação apenas por você e por extenção o Agnóstico, considerando o fanatismo anticomunista semelhante.
Um grande exemplo de suposto "extermínio ideológico" com fanáticos anticomunistas é o uso do livro de Joseph Schumpeter - Capitalismo, Socialismo e Democracia para usarem a mesma falácia ideológica que você usa. Mas o livro é uma maravilhosa demonstração da compatibilidade democrática do socialismo e dos motivos históricos da democracia ter nascido com o capitalismo e de não ser exclusividade deste.
A tese de geografia humana Projeto nacional, desenvolvimento e socialismo de mercado na China de hoje demonstra detalhadamente esta economia de mercado centralmente planificada.
Eremita, pelo que eu me lembro, todas as postagens suas foram devidamente respondidas e refutadas com argumentos lógicos-empíricos (inclusive a última que você citou). Não me lembro de você fazendo contraposições às respostas (xiliques de cunho pessoal não valem).
Vou procurar no tópico e postar aqui pra ver se você finalmente responde.
As babaquices e tosquices (resumindo acidamente) postadas são consideradas refutação apenas por você e por extenção o Agnóstico, considerando o fanatismo anticomunista semelhante.
Um grande exemplo de suposto "extermínio ideológico" com fanáticos anticomunistas é o uso do livro de Joseph Schumpeter - Capitalismo, Socialismo e Democracia para usarem a mesma falácia ideológica que você usa. Mas o livro é uma maravilhosa demonstração da compatibilidade democrática do socialismo e dos motivos históricos da democracia ter nascido com o capitalismo e de não ser exclusividade deste.
A tese de geografia humana Projeto nacional, desenvolvimento e socialismo de mercado na China de hoje demonstra detalhadamente esta economia de mercado centralmente planificada.
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Data da postagem: 26/02/2011, 06:59

Sendo tão ruins e toscas, não deve ser nada difícil refutá-las. Por que toda essa cerimônia então?? 
Mãos à obra, pessoal!

Mãos à obra, pessoal!
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Data da postagem: 26/02/2011, 07:12

O debate com Cyberlizard foi muito bom! Andei relendo as postagens (e recomendo a todos que façam).
Muitos detalhes sobre a questão da mais-valia foram dissecados e analisados de forma bem profunda nessa segunda discussão.
Muitos detalhes sobre a questão da mais-valia foram dissecados e analisados de forma bem profunda nessa segunda discussão.
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Data da postagem: 26/02/2011, 07:25

Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Muito diferente da avaliação de Schumpeter (para ficar numa ideologia mais próxima) que no mesmo livro que citei, sobre democracia, que enaltece a genialidade de Marx. Inclusive demonstrando a importancia inicial do Marx profético para a conclusão seguinte do Marx professor. E sem contar nas inúmeras e respeitáveis escolas marxistas existentes. Não apenas na economia mas nas diversas áreas de humanas.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Aproveitando o devaneio, encontrei uma verdadeira obra prima de economia: Karl Popper e Amartya Sen: Temas para Pensar em Intervenção Social e Desenvolvimento Humano
[/off-topic]
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Fico admirado pelo seu entendimento das ciências humanas
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Schumpeter é famoso pelo incentivo a economia matemática e por fundar a Sociedade de econometria. Esta é de grande importância para esta ciência. E mesmo assim a maior parte de seu conhecimento teórico não era possível matematizar no seu tempo. Como agora podemos com a economia constitucional (análise econômica da democracia).
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Você está muito longe de entender o que seja discutir racionalmente e objetivamente em ciências humanas. Os métodos nas humanas são totalmente diferenciados e adequados aos seus estudos. E pode ter certeza que Kar Max foi um dos pilares destas ciências.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Esqueceu também de citar a Psicanálise de Freud aí...
Mesmo uma teoria "explicando" algo bem, isso não a torna científica ou útil caso sua tese seja à prova de refutação por seus pares.
NOTA: a mais-valia nem SEQUER explica direito o que se propõe. E o próprio objeto da explicação (exploração inevitável da mão-de-obra humana) está sendo refutado aqui nese tópico.
Dizer que a "mais-valia explica bem a exploração necessária da mão-de-obra em uma indústria de uma economia livre" seria mais ou menos como dizer que "a inveja do pênis explica bem a atração das meninas por seus pais durante o período edipiano". Nada muito "útil" por si só, não acha?
Tanto o marxisimo como a psicanálise tiveram, tem e ainda terão um grande valor acadêmico.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
O fato de não ser 100% do trabalhador não invalida as grandes contribuições e a valorização cada vez maior dos colaboradores. Principalmente pela organização planejada das grandes empresas.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Fanatismo anticomunista explícito. Essa ideologia é tão bizarra que chegou a publicar a Desestatização do dinheiro, de Hayek. E este ainda é um dos economistas que eu mais admiro
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46

Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
A inovação costuma ganhar muito mais impulso em economias livres (de mercado). Quanto maior for a percentagem de economia de mercado em uma determinada sociedade, mais inovadora ela tende a ser (Ex: Atenas em relação ao Egito, o primeiro predominantemente de mercado e o segundo não). O impulso tecnológico iniciado no século XV na Europa foi completamente sem precedentes. Produziu-se nesses 500 anos mil vezes (podendo estar subestimado) mais inovações do que nos 150 000 anos anteriores da raça humana.
Sem considerar as gerências estatais nestes períodos e a influência dos grandes ecomistas para a sua melhora, é muito parcial esta análise. Os atuais problemas protecionistas e que impedem o verdadeiro livre comércio entre as "empresas estatos" são muito antigos. E a gerência de "recursos humanos" entre as nações ainda é muito problemática.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Claro, a China é capitalista
O fato do seu socialismo tomar um rumo mais adequado que o da URSS não quer dizer nada
É importante avaliar que a união entre estas duas potências era fundamental para os seus planos iniciais.
Em segundo lugar, cada uma dessas teorias faz afirmações que podem sim ser comparadas com a realidade (isso se não cairem em incoerências internas antes). Não dá para dizer, por exemplo, que Ricardo faz uma descrição melhor e mais fiel da realidade econômica do que Keynes, por exemplo.
Desses autores que você citou, Marx é disparado o que menos acerta, o que possui uma teoria econômica mais obtusa e tosca (conforme análise de seus pares).
Muito diferente da avaliação de Schumpeter (para ficar numa ideologia mais próxima) que no mesmo livro que citei, sobre democracia, que enaltece a genialidade de Marx. Inclusive demonstrando a importancia inicial do Marx profético para a conclusão seguinte do Marx professor. E sem contar nas inúmeras e respeitáveis escolas marxistas existentes. Não apenas na economia mas nas diversas áreas de humanas.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Citação de: EremitaNão é só a Economia que funciona assim. São as Ciências Sociais. É o Estudo Literário. Psicologia. Pedagogia.
Pode-se dizer que a economia é atualmente a "ciência social" que conseguiu maiores avanços. Por quê? Porque é a que melhor coloca as teses de forma clara e objetiva, de froma a poderem ser prontamente atacadas e contrapostas por seus pares, sem nenhum tipo de "encorajamento" à dogmatização de alguma idéia. Quanto mais uma ciência social for assim, mais ela avança.
Aproveitando o devaneio, encontrei uma verdadeira obra prima de economia: Karl Popper e Amartya Sen: Temas para Pensar em Intervenção Social e Desenvolvimento Humano
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
A impressão que dá para quem lê é que, para você, as ciências sociais são um bolo doido onde tudo é permitido e nada pode ser melhor avaliado que outro, como se fossem apenas "preferências" em disputa.
Fico admirado pelo seu entendimento das ciências humanas
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Citação de: EremitaEntendo aonde você quer chegar. É frustrante quando a gente tenta aplicar o método científico que funciona OK em ciências hardcore na Economia, ou outra ciência social, e vê que simplesmente não dá certo. Eu sei disso - fiz três anos e meio de Química, e depois fui parar em Lingüística.
Até o momento, não vi ninguém aqui tentando aplicar métodos de ciências naturais na economia.
Schumpeter é famoso pelo incentivo a economia matemática e por fundar a Sociedade de econometria. Esta é de grande importância para esta ciência. E mesmo assim a maior parte de seu conhecimento teórico não era possível matematizar no seu tempo. Como agora podemos com a economia constitucional (análise econômica da democracia).
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
O que está ocorrendo é apenas uma simples demonstração das falhas de uma teoria em particular. Isso é algo demais?!
Esse comentário seu é simplemente falso. A não ser que discutir racionalmente e objetivamente for "aplicar método inadequado".
Você está muito longe de entender o que seja discutir racionalmente e objetivamente em ciências humanas. Os métodos nas humanas são totalmente diferenciados e adequados aos seus estudos. E pode ter certeza que Kar Max foi um dos pilares destas ciências.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Citação de: EremitaCitar
Eremita, cá para nós, você acha que essa besteira toda funciona de verdade?
Como qualquer outra "besteira", ou seja, ciências sociais, pode funcionar desde que você aplique nos casos que a tal "besteira" propõe a explicar. Vou citar exemplos:
*Piaget, não-testável, e portanto "besteira"; mas eficiente para explicar desenvolvimento infantil.
*Bachelard, não-testável, e portanto "besteira"; mas eficiente para explicar a assimilação de conceitos científicos.
*Análise do Discurso, não-testável, e portanto "besteira"; mas eficiente para explicar as partes de um discurso e as ideologias que o permeiam;
Por aí vai:
*Mais-valia, não-testável como qualquer outro conceito econômico, mas eficiente para explicar passagem de valor agregado por trabalho.
Esqueceu também de citar a Psicanálise de Freud aí...
Mesmo uma teoria "explicando" algo bem, isso não a torna científica ou útil caso sua tese seja à prova de refutação por seus pares.
NOTA: a mais-valia nem SEQUER explica direito o que se propõe. E o próprio objeto da explicação (exploração inevitável da mão-de-obra humana) está sendo refutado aqui nese tópico.
Dizer que a "mais-valia explica bem a exploração necessária da mão-de-obra em uma indústria de uma economia livre" seria mais ou menos como dizer que "a inveja do pênis explica bem a atração das meninas por seus pais durante o período edipiano". Nada muito "útil" por si só, não acha?
Tanto o marxisimo como a psicanálise tiveram, tem e ainda terão um grande valor acadêmico.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
TODA pessoa deve ter o direito de usufruir do produto do seu trabalho (incluindo a pessoa que pegar seu dinheiro poupado e investir em um negócio - o acionista no caso).
A discussão nese tópico é exatamente se a produção em uma empresa se deve 100% ao trabalhador (desconsiderando as máquinas, os investimentos em marketing, etc) ou não
O fato de não ser 100% do trabalhador não invalida as grandes contribuições e a valorização cada vez maior dos colaboradores. Principalmente pela organização planejada das grandes empresas.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Isso ocorre porque as próprias pessoas investindo seu dinheiro livremente, e gerindo seus próprios negócios de forma independente, guiadas pelos preços, incentivadas e controladas pela concorrência, é um processo infinitamente mais dinâmico. Os países comunistas e a China apenas demonstraram na prática o que a economia já mostara.
Fanatismo anticomunista explícito. Essa ideologia é tão bizarra que chegou a publicar a Desestatização do dinheiro, de Hayek. E este ainda é um dos economistas que eu mais admiro
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Citação de: EremitaAntes da iniciativa privada, há seis mil anos atrás, quando Yahweh criou o mundo como descrito pela Bíblia, não haviam seres humanos
(AVISO: ISSO FOI UM SARCASMO, UMA IRONIA, UMA BRINCADEIRA. NÃO ESTÁ SENDO UTILIZADA POR MIM DE FORMA ALGUMA COMO ARGUMENTO.)
"Somos o que somos"? Que coisa mais vaga! Se você quer dizer que "a iniciativa privada interferiu na sociedade humana, e por extensão nos indivíduos", é claro que sim - assim como o feudalismo, assim como as Guerras Mundiais, assim como a ascenção do nazismo, assim como quando foderam com a biblioteca de Alexandria, assim como o cristianismo e o islamismo...
A "iniciativa privada" sempre existiu desde que as sociedades deixaram de ser apenas famílias ou tribos. O que diferencia a época atual dessas que você citou é apenas a liberdade econômica em geral.

Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Citação de: EremitaCitar
evolução médica, computadores, etc..?
Arado, xadrez, prensa móvel, a maior parte da arquitetura, ampulheta, numerais arábicos, papel, álcool... por que você supõe que somente sob o capitalismo há produção de ciência e tecnologia?
A inovação costuma ganhar muito mais impulso em economias livres (de mercado). Quanto maior for a percentagem de economia de mercado em uma determinada sociedade, mais inovadora ela tende a ser (Ex: Atenas em relação ao Egito, o primeiro predominantemente de mercado e o segundo não). O impulso tecnológico iniciado no século XV na Europa foi completamente sem precedentes. Produziu-se nesses 500 anos mil vezes (podendo estar subestimado) mais inovações do que nos 150 000 anos anteriores da raça humana.
Sem considerar as gerências estatais nestes períodos e a influência dos grandes ecomistas para a sua melhora, é muito parcial esta análise. Os atuais problemas protecionistas e que impedem o verdadeiro livre comércio entre as "empresas estatos" são muito antigos. E a gerência de "recursos humanos" entre as nações ainda é muito problemática.
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 10:32:46
Eu também acho injusta a comparação EUA/URSS por quase todos os motivos que você citou (embora ache a atribuição de problemas do século XX a Gêngis Kahn muita forçação de barra...)
Para uma comparação ser mais precisa, menos problemática e questionável, deve ser feita entre países que sejam o mais semelhantes possíveis em todos os aspectos. Seria como um experimento de laboratório com variáveis controladas. Pegar um MESMO país e dividir então..seria perfeito.
Sendo assim, poderíamos comparar Alemanha Ocidental com a Oriental. Igualmente, comparar Coréia do Sul e do Norte.
Tudo leva a crer que a Rússia teve um alto potencial brecado pelos bolcheviques. A China teve a sorte de seus dirigentes terem se dado conta disso e mudado.
Claro, a China é capitalista
O fato do seu socialismo tomar um rumo mais adequado que o da URSS não quer dizer nada
É importante avaliar que a união entre estas duas potências era fundamental para os seus planos iniciais.
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Data da postagem: 26/02/2011, 08:02

Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 11:12:36
Como refutar o excelentíssimo juiz de tópicos políticos
Acho engraçado que você e o Agnóstico nunca perdem nas próprias avaliações
Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 11:25:44
Realmente, na minha análise você foi trucidado por ele no debate. E o mais engraçado é você ter saido dele se autoproclamando vencedor
Sendo tão ruins e toscas, não deve ser nada difícil refutá-las. Por que toda essa cerimônia então??
Mãos à obra, pessoal!
Como refutar o excelentíssimo juiz de tópicos políticos
Acho engraçado que você e o Agnóstico nunca perdem nas próprias avaliações

Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 11:25:44
O debate com Cyberlizard foi muito bom! Andei relendo as postagens (e recomendo a todos que façam).
Muitos detalhes sobre a questão da mais-valia foram dissecados e analisados de forma bem profunda nessa segunda discussão.
Realmente, na minha análise você foi trucidado por ele no debate. E o mais engraçado é você ter saido dele se autoproclamando vencedor

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Data da postagem: 26/02/2011, 08:07

Para os leitores interessados:
"Em 1997 a China abandonou de vez o "socialismo de mercado" adotando o capitalismo convencional, acabando com o principio de propriedade estatal e executando um segundo maciço programa de privatização. Para selar sua condição de economia globalizada, em 2001 a China foi aceita na Organização Mundial do Comércio.[87] Actualmente, 70% da economia da China é privada, e este número continua crescendo."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_da_China
Nota: O "socialismo de mercado" foi iniciado em 1978 com Deng Xiaoping, que propunha a ser uma mistura entre socialismo e economia de mercado.
"Em 1997 a China abandonou de vez o "socialismo de mercado" adotando o capitalismo convencional, acabando com o principio de propriedade estatal e executando um segundo maciço programa de privatização. Para selar sua condição de economia globalizada, em 2001 a China foi aceita na Organização Mundial do Comércio.[87] Actualmente, 70% da economia da China é privada, e este número continua crescendo."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_da_China
Nota: O "socialismo de mercado" foi iniciado em 1978 com Deng Xiaoping, que propunha a ser uma mistura entre socialismo e economia de mercado.
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Data da postagem: 26/02/2011, 08:52

Citação de: DDV em 26 de Fevereiro de 2011, 12:52:55
Usar a Wikipédia como fonte é como apontar um dicionário para o entendimento de um termo mais complexo que o apenas linguístico. Deixe-me expor o resumo da tese que citei:
Citar
Para os leitores interessados:
"Em 1997 a China abandonou de vez o "socialismo de mercado" adotando o capitalismo convencional, acabando com o principio de propriedade estatal e executando um segundo maciço programa de privatização. Para selar sua condição de economia globalizada, em 2001 a China foi aceita na Organização Mundial do Comércio.[87] Actualmente, 70% da economia da China é privada, e este número continua crescendo."
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rep%C3%BAblica_Popular_da_China
Nota: O "socialismo de mercado" foi iniciado em 1978 com Deng Xiaoping, que propunha a ser uma mistura entre socialismo e economia de mercado.
Usar a Wikipédia como fonte é como apontar um dicionário para o entendimento de um termo mais complexo que o apenas linguístico. Deixe-me expor o resumo da tese que citei:
Citar
Resumo
Jabbour, Elias Marco Khalil. Projeto nacional, desenvolvimento e socialismo de Mercado na China de hoje. São Paulo, 2010. Tese (Doutoramento em Geografia) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
O presente trabalho tem por objetivo buscar a relação - e síntese - existente entre projeto nacional, desenvolvimento e o modelo "socialista de mercado" na China de hoje. Para tanto, amparamo-nos numa abordagem que privilegiou uma visão de processo histórico à compreensão da própria visão dos clássicos do materialismo histórico acerca da historicidade intrínseca a categorias como transição, processo, socialismo, mercado, planejamento, propriedades privadas e estatal e poder político. Partindo do pressuposto da complexidade inerente à formação social chinesa - evidênciada na convivência no mesmo país de formações econômico-sociais contemporâneas, mas não coetâneas -, pudemos concluir que o espetacular crescimento econômico chinês é fruto de uma decisão política e visão estratégica que serve de amparo à maximização do mercado, do planejamento, da iniciativa privada e da propriedade estatal dos meios de produção. Como uma experiência socialista em estágio inicial, além do poder político, é importante salientar a centralidade - ao processo de desenvolvimento - tanto do contrlo estatal sobre os intrumentos cruciais do processo de acumulação (juros, crédico, câmbio e sistema financeiro) quanto da formação de 149 conglomerados estatais nos setores-chave da economia do país. A análise de alguns fatores essenciais do processo em curso na China nos deixou, neste trabalho, a clara percepção de que o século XXI será moldado no curso tanto do processo de unificação do imenso território econômico chinês quando do crescente poderio financeiro do pais. Poderio financeiro com grandes com grandes perspectivas de proscrever os instrumentos de dominação nascidas no âmbito de Bretton Woods.
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Data da postagem: 26/02/2011, 09:19

Citação de: Adriano em 26 de Fevereiro de 2011, 13:19:09
E, em qual momento, os meios de produção pertenceram ou pertencem à classe trabalhadora chinesa?
A China não está em transição na visão clássica do marxismo, pois ela não nasceu como uma sociedade capitalista industrializada. Ela apenas está usando a estrutura de produção e do sistema finaceiro capitalista para obter certas vantagens dentro de sua estratégia geopolítica.
Falar em "socialismo de mercado" em um país que tem mais de 75,00% de sua população à margem do processo e dos benefícios que o "capitalismo de estado" obteve desde 1978, soa um absurdo.
Citação de: Resumo de Tese
O espetacular crescimento chinês está ocorrendo pela renúncia à cartilha marxista tradicional, pela voracidade e ganância da sua classe dirigente, pela ausência de qualquer legislação minimamente decente nas áreas trabalhista e ambiental e pelo extremo poder coercetivo estatal em uma sociedade que nunca viu a luz da democracia.
Citação de: Resumo de Tese
Que tolice. A competitividade chinesa provém da conivência dos grandes conglomerados industriais do Ocidente e do Japão que para lá rumaram em função do subsídio pra a instalação de unidades fabris. Também contribuem os ridículos salários chineses e a inexistência de legislações trabalhista e ambiental.
Citação de: Resumo de Tese
Em outras palavras. Somente será trocado o dominador, com um agravante. A China não tem um histórico de civilização secular e humanista como tem o Ocidente.
CitarResumo
Jabbour, Elias Marco Khalil. Projeto nacional, desenvolvimento e socialismo de Mercado na China de hoje. São Paulo, 2010. Tese (Doutoramento em Geografia) - Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010.
O presente trabalho tem por objetivo buscar a relação - e síntese - existente entre projeto nacional, desenvolvimento e o modelo "socialista de mercado" na China de hoje. Para tanto, amparamo-nos numa abordagem que privilegiou uma visão de processo histórico à compreensão da própria visão dos clássicos do materialismo histórico acerca da historicidade intrínseca a categorias como transição, processo, socialismo, mercado, planejamento, propriedades privadas e estatal e poder político.
E, em qual momento, os meios de produção pertenceram ou pertencem à classe trabalhadora chinesa?
A China não está em transição na visão clássica do marxismo, pois ela não nasceu como uma sociedade capitalista industrializada. Ela apenas está usando a estrutura de produção e do sistema finaceiro capitalista para obter certas vantagens dentro de sua estratégia geopolítica.
Falar em "socialismo de mercado" em um país que tem mais de 75,00% de sua população à margem do processo e dos benefícios que o "capitalismo de estado" obteve desde 1978, soa um absurdo.
Citação de: Resumo de Tese
Partindo do pressuposto da complexidade inerente à formação social chinesa - evidênciada na convivência no mesmo país de formações econômico-sociais contemporâneas, mas não coetâneas -, pudemos concluir que o espetacular crescimento econômico chinês é fruto de uma decisão política e visão estratégica que serve de amparo à maximização do mercado, do planejamento, da iniciativa privada e da propriedade estatal dos meios de produção.
O espetacular crescimento chinês está ocorrendo pela renúncia à cartilha marxista tradicional, pela voracidade e ganância da sua classe dirigente, pela ausência de qualquer legislação minimamente decente nas áreas trabalhista e ambiental e pelo extremo poder coercetivo estatal em uma sociedade que nunca viu a luz da democracia.
Citação de: Resumo de Tese
Como uma experiência socialista em estágio inicial, além do poder político, é importante salientar a centralidade - ao processo de desenvolvimento - tanto do contrlo estatal sobre os intrumentos cruciais do processo de acumulação (juros, crédico, câmbio e sistema financeiro) quanto da formação de 149 conglomerados estatais nos setores-chave da economia do país.
Que tolice. A competitividade chinesa provém da conivência dos grandes conglomerados industriais do Ocidente e do Japão que para lá rumaram em função do subsídio pra a instalação de unidades fabris. Também contribuem os ridículos salários chineses e a inexistência de legislações trabalhista e ambiental.
Citação de: Resumo de Tese
A análise de alguns fatores essenciais do processo em curso na China nos deixou, neste trabalho, a clara percepção de que o século XXI será moldado no curso tanto do processo de unificação do imenso território econômico chinês quando do crescente poderio financeiro do pais. Poderio financeiro com grandes perspectivas de proscrever os instrumentos de dominação nascidas no âmbito de Bretton Woods.
Em outras palavras. Somente será trocado o dominador, com um agravante. A China não tem um histórico de civilização secular e humanista como tem o Ocidente.
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Data da postagem: 26/02/2011, 11:04

Geotecton, recomendo-lhe (respeitosamente e gentilmente) não gastar dedos com postagens do Adriano. Não vale a pena.
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Data da postagem: 26/02/2011, 11:35